10 acessórios mais inúteis da história dos videogames

Houve uma época em que inovação em jogos não significava gráficos melhores ou técnicas de inteligência artificial para atuar nos hardwares. A inovação se manifestava fisicamente através de acessórios, que dominavam as prateleiras das lojas entre os anos 1980 e os anos 2000.

Por muito tempo a indústria dos games rodou atrás da própria cauda com esses itens, com alguns exemplares um tanto exóticos e outros que nos fazem questionar que tipo de mente concebeu uma ideia tão fora da caixinha. Tanto que, se serviam para uma função, o usuário já estaria no lucro.

Para te ajudar a relembrar de algumas destas “pérolas”, hoje o Canaltech resgata 10 acessórios tenebrosos dos videogames, conhecidos por serem inúteis ou servirem mais como um incômodo do que para a sua função original. Será que você conhece todos eles?

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10. Virtual Boy

É inevitável falar de acessórios inúteis e não trazer o Virtual Boy, da Nintendo. Lançado em 1995, ele foi a primeira tentativa da Big N de entrar no mercado de realidade virtual. Porém, foi um dos seus maiores fracassos comerciais.

O item era compatível com pouquíssimos jogos, causava náuseas e dores de cabeça e sua tela só exibia as cores vermelha e preta. Uma bomba completa. Recentemente, a companhia relançou a bugiganga para acompanhar a chegada dos títulos disponíveis no Nintendo Switch Online. Boa sorte aos envolvidos.

Imagem do Virtual Boy
A Nintendo ousou e trouxe de volta o Virtual Boy em pleno 2026 (Imagem: Divulgação/Nintendo)

9. LaserScope

Antes do Kinect e outros acessórios reconhecerem comandos por voz, a Konami tentou em 1990 trazer o LaserScope à vida. A ideia era usar a função para agir dentro de poucos jogos compatíveis com a tecnologia.

Contudo, o que devia ser uma festa, virou um enterro. O sensor era tão sensível que qualquer barulho na sua sala acionava o comando, o que se tornou rapidamente um problema que o jogou para baixo do tapete da indústria. 

Imagem do LaserScope
O LaserScope foi uma tragédia que ninguém previu (Imagem: Divulgação/Konami)

8. Tony Hawk Ride Skateboard

Em 2009, a Activision decidiu deixar sua contribuição ao mercado de acessórios inúteis com o Tony Hawk Ride Skateboard, um shape de skate que podia ser conectado ao console e replicar suas manobras no título.

O tiro saiu pela culatra: ele era muito impreciso e seu material de plástico gerou muitas críticas, principalmente pela durabilidade, conforto e pelos barulhos que fazia. O detalhe da cereja no topo do bolo é que o game se apoiava exclusivamente nesta mecânica, o que afundou ambos em definitivo.

7. Nintendo Super Scope

No ano de 1985, a Nintendo lançou a Zapper — uma réplica de arma de fogo para os jogadores atirarem em Duck Hunt. Porém, ela decidiu ir além e criou a Super Scope em 1992. O formato dela era de uma bazuca.

O grande problema nem eram os poucos games compatíveis, algo que poderia ser contornado conforme os devs a aproveitassem. O maior erro foi consumir seis pilhas AA em poucas horas, haja dinheiro para comprar as cartelas para curtir todo fim de semana. Não deu certo. 

Imagem do Nintendo Super Scope
A bazuca do Super Nintendo não fez sucesso (Imagem: Divulgação/Nintendo)

6. Xbox Digital TV Tuner

O Xbox One contou com diversos itens adicionais que acrescentavam à experiência do “console multimídia”, mas o Kinect não foi o pior que esteve presente na plataforma — até por causa do sucesso que ele representou no Xbox 360. Na verdade, este posto era do Xbox Digital TV Tuner.

Lançado em 2014, seu objetivo era transformar o sinal analógico da TV em digital. O problema é que, justamente nesta época, vivenciamos a ascensão das plataformas de streaming e do YouTube. Além disso, o único recurso que prestava, de minimizar a tela da TV para assistir enquanto jogava, foi removido por consumo excessivo de memória. 

5. Aura Interactor

Não, caros leitores, o Aura Interactor — compatível com o Super Nintendo e Mega Drive — não seria para “farmar” aura. Antes fosse. Sua ideia era ser um colete tático, que teria um feedback tátil em diversos jogos.

Porém, o acessório que foi comercializado em 1994 tinha graves problemas: peso excessivo, quente e o tal do feedback nada mais era do que uma vibração genérica nas costas de vez em quando, causada pelo som.  

4. Chainsaw Controller

Quando Resident Evil 4 chegou ao PS2 e GameCube, a Capcom decidiu inovar e trouxe um controle motosserra como objeto de desejo que todos os jogadores iriam atrás. Muito bacana, mas na verdade ele tem mais serventia preservado na estante do que em jogo.

Seu formato impede uma partida confortável em qualquer título. Sua ergonomia o impediu de ser qualquer coisa senão um belo enfeite para celebrar a icônica aventura da Capcom. Mesmo funcional, sua forma não ajudava a torná-lo útil. 

Imagem do controle de Resident Evil 4
Jogarias com um trambolho destes nas mãos? (Imagem: Divulgação/Capcom)

3. Steel Battalion Controller

Quando Shinji Mikami, pai da franquia Resident Evil, ajudou a conceber Steel Battalion em 2002, percebeu que a experiência seria injogável sem um comando próprio. E ajudou a criar um modelo que contava com mais de 40 botões e um formato único para controlar os mechas em batalha e exploração.

Ele é um verdadeiro “trambolho” e exigia que os jogadores tivessem uma mesa para poder colocar todos os seus itens em cima com segurança. Depois disso, a franquia morreu e quem gastou uma pequena fortuna no acessório, ficou na mão e com mais uma tralha para ficar guardada. 

2. Wii Vitality Sensor

Na onda dos jogos relaxantes e mais pacíficos do Nintendo Wii, a Big N resolveu que criaria um periférico para medir os batimentos cardíacos de seu usuário — que permitiriam a ele ver como eram reduzidos em experiências calmas e sem violência.

Anunciado na saudosa E3 2009, o Wii Vitality Sensor não seguiu adiante. A companhia notou que isso não acrescentaria em nada em questão de interatividade com os games. Afinal de contas, qualquer pessoa poderia comprar um oxímetro para a mesma função e sem os custos excessivos do item. 

1. Power Glove

Se lembra do filme Jogador No.1 (baseado no homônimo livro), no qual os personagens usam uma luva para replicar os gestos dentro do jogo? É isso que a Nintendo tentou fazer com a Power Glove, ainda em 1989. 

Porém, a ideia estava muito à frente de seu tempo. O almejado futurismo causou frustração, pela precisão de movimentos ser basicamente inexistente e nenhum jogador conseguiu jogar algo com ela. Para não dizer que ela foi completamente inútil, esse conceito ajudou a trazer o Wii Remote à vida.

Imagem da Power Glove
A Power Glove seria revolucionária, se funcionasse (Imagem: Divulgação/Nintendo)

Os acessórios mais inúteis dos games

É possível ver que algumas ideias até eram interessantes, mas cuja execução não se saiu tão bem quanto se imaginava no passado. Quem sabe se alguns fossem reprojetados hoje em dia, mas infelizmente as grandes companhias não buscam mais este tipo de investimento em inovações. 

Entre os acessórios mais inúteis da indústria dos jogos, podemos ver:

  1. Power Glove
  2. Wii Vitality Sensor
  3. Steel Batallion Controller
  4. Chainsaw Controller
  5. Aura Interactor
  6. Xbox Digital TV Tuner
  7. Nintendo Super Scope
  8. Tony Hawk Ride Skateboard
  9. SuperScope
  10. Virtual Boy

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