10 jogos incríveis que rodam bem até em PCs fracos

Se você é PC gamer, seu maior desejo ao ver o anúncio de um jogo que chamou muito sua atenção, é que ela seja leve, ou pelo menos aquele pesado otimizado. Nos últimos anos, tem sido difícil ver um ou outro, principalmente títulos feitos na Unreal Engine 5. Mas muitos games bons, de uma época em que a otimização era algo real, podem ser aproveitados por PCs mais fracos agora.

Separamos alguns desses títulos e essa lista poderia ser muito maior, já que realmente existe uma grande quantidade de excelentes jogos que podem ser rodados por máquinas mais simples. Nossa lista contempla RPG de ação linear e de mundo aberto, jogo investigativo, terror, guerra e mais, além de títulos AAA que foram desafiadores aos PCs anos atrás.

Mas, antes de avançarmos, vamos definir aqui um PC fraco: consideramos aqui as GeForce GTX 10 e Radeon RX 400 como base, já que são GPUs de cerca de 10 anos atrás. Além disso, até 8 GB de RAM e qualquer processador quad-core de vários anos atrás.

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1. Trilogia Dark Souls

Se você quer entender a definição de "direção de arte superando tentativa de realismo", a franquia da FromSoftware é a resposta. Mesmo que Dark Souls 3 seja visualmente melhor que os anteriores por ampla margem, rodando na engine aprimorada de Bloodborne, todos eles são extremamente amigáveis para GPUs antigas. O segredo aqui não é contagem de polígonos, mas atmosfera. A arquitetura gótica e o design de mundo interconectado brilham mesmo em resoluções mais baixas ou no preset médio.

Dark Souls 3, o "mais pesado", exige uma GTX 970 ou Radeon R9, além de CPUs Intel Core i7 de 3ª geração ou ainda um AMD FX da série 8000. Ou seja, são facilmente superados por hardware de entrada de anos atrás, super acessíveis.

2. The Witcher 3: Wild Hunt

Pode parecer contraditório colocar o jogo que definiu a geração passada aqui, mas a otimização da REDengine 3 é lendária. Antes do update next-gen (que pesou a mão nos recursos, principalmente com ray tracing), a versão clássica de The Witcher 3 era um exemplo de escalabilidade. O bruxo Geralt pode caçar monstros em Velen com ótimos gráficos em hardwares surpreendentemente modestos.

O jogo se apoia muito em uma iluminação baked (pré-renderizada) de qualidade e direção de arte incrível, o que poupa processamento em tempo real. Hoje, até mesmo uma RTX 2060 com qualquer CPU de seis núcleos de gerações passadas conseguem entregar muito mais que 60 FPS em 1080p mesmo na qualidade alta (sem ray tracing).

3. Red Dead Redemption 2

Calma, eu sei o que você está pensando: "esse jogo não é pesado?". Sim, ele deu trabalho para hardware da época de seu lançamento. Porém, a RAGE (Rockstar Advanced Game Engine) é incrivelmente elástica. A Rockstar fez um trabalho de bruxaria na API Vulkan, permitindo que o jogo rode em placas que a própria desenvolvedora talvez duvidasse. O segredo para PCs fracos aqui é o equilíbrio: RDR2 possui dezenas de configurações gráficas.

Exigindo uma GTX 1060 e CPUs de quatro núcleos, uma RTX 2060 ou RX 5600 XT rodam esse game acima de 60 FPS no preset médio em FullHD, garantindo ainda uma ótima qualidade gráfica com bastante fluidez. Então, sim, Red Dead Redemption 2 ainda é bem acessível aos PCs de 6 a 7 anos atrás.

4. Just Cause 3

Se o seu negócio é caos e explosões, a Avalanche Studios entregou aqui um sandbox de física que, curiosamente, não exige um supercomputador, na verdade muito longe disso. O jogo roda na Apex Engine, focada em grandes distâncias de visão e destruição procedural. Embora tenha tido problemas nos consoles na época do lançamento, no PC ele amadureceu muito bem e qualquer PC consegue rodá-lo hoje.

A otimização foca no processador para calcular a física, liberando a placa de vídeo para focar apenas em manter a taxa de quadros estável, mas não seria exagero dizer que qualquer quad-core moderno tira de letra. É aquele tipo de jogo "desligue o cérebro e divirta-se" que, em 1080p no alto, oferece um visual vibrante e colorido, rodando liso em setups que hoje seriam considerados de entrada, garantindo a diversão sem a necessidade de upscaling.

5. L.A. Noire

Esse jogo é um caso fascinante de tecnologia específica. L.A. Noire usou a revolucionária tecnologia MotionScan para capturar expressões faciais como nunca tinha sido feita até 2011, o que era pesado para as CPUs da época, mas é brincadeira de criança para qualquer processador moderno, até os i3 mais básicos.

O mundo aberto, embora detalhado na recriação de Los Angeles dos anos 40, é geometricamente simples e com tráfego leve, exigindo quase nada da GPU. Além disso, o jogo foi originalmente projetado para rodar a 30 FPS devido à sincronia labial (embora existam fixes para 60 FPS no PC), o que reduz drasticamente a carga no sistema. Qualquer "PC batata" consegue rodar essa obra-prima hoje.

6. Batman: Arkham Asylum

Um dos jogos mais antigos da lista, Batman Arkham Asylum é um dos melhores usos da Unreal Engine 3. O jogo é confinado, o que permite que o hardware foque apenas em renderizar corredores detalhados e a capa do Batman, sem o peso de um mundo aberto gigante. A direção de arte sombria esconde as limitações técnicas da época, e a otimização é tão boa que hoje ele roda em resoluções altíssimas até em gráficos integrados.

A física das capas e fumaça (PhysX) pode ser desligada para ganhar performance, mas mesmo com tudo ligado, qualquer GPU de entrada de vários atrás sobra aqui. É a prova de que design de nível fechado e focado sempre vence mundo aberto vazio em performance.

7. Hollow Knight

Não se deixe enganar pelo visual 2D: Hollow Knight é um dos jogos mais bonitos já feitos, e o melhor é que ele roda em praticamente qualquer coisa que ligue na tomada. Desenvolvido na Unity, o Team Cherry usou sprites desenhados à mão e efeitos de partículas simples, mas efetivos. O peso aqui é quase nulo para a placa de vídeo; o jogo exige apenas um processador minimamente competente para garantir a precisão dos comandos, já que é um metroidvania de alta dificuldade.

É o exemplo perfeito de como a estética e a direção de arte estilizada superam o fotorrealismo. Você pode ter a experiência completa, com toda a fluidez necessária para os combates frenéticos, usando um laptop de escritório sem GPU dedicada. O mesmo vale para Silksong, embora ela seja um pouco mais exigente.

8. Crysis

O jogo mais antigo da lista, sendo lançado em 2007 (quase duas décadas!), Crysis deixou sua marca. A pergunta clássica "mas roda Crysis?" deixou de ser um meme de terror para virar uma realidade acessível. O que na época derretia placas high-end, hoje é um passeio no parque para qualquer hardware de entrada. A CryEngine 2 foi tão à frente de seu tempo que sua física de destruição (derrubar árvores com tiros nunca cansa) e iluminação volumétrica ainda impressionam, mas agora qualquer GPU com 2 GB de VRAM ou gráficos integrados modernos (como as APUs Ryzen ou Intel Arc) conseguem lidar com a demanda gráfica.

Mesmo uma GTX 1060 em sua versão de 3 GB consegue entregar mais de 60 FPS com o jogo no máximo em 1080p. Junto dessa GPU, 8 GB e CPUs de seis núcleos de vários anos atrás complementam uma possível configuração que iria tranquilamente no lendário Crysis.

9. Alien: Isolation

Esse é um dos melhores exemplos de otimização dessa lista. A Creative Assembly criou uma engine proprietária para este jogo que entrega visuais fotorrealistas (para a época) dos corredores da estação Sevastopol com um custo de hardware ridículo. O jogo usa muito bem luz e sombra estáticas e ambientes fechados para criar tensão, o que significa que a GPU não precisa desenhar horizontes distantes.

A GTX 1060 que já citamos aqui algumas vezes (já que ela foi a GPU mais popular por um tempo), consegue entregar muito mais que 100 FPS em FullHD no máximo, com menos de 2 GB de VRAM consumido, junto de uma CPU quad-core qualquer e menos de 4 GB de RAM.

10. Spec Ops: The Line

À primeira vista, parece um shooter genérico de guerra, mas Spec Ops: The Line esconde uma das narrativas mais perturbadoras e bem escritas dos games, inspirada em "Coração das Trevas". Tecnicamente, ele usa a onipresente Unreal Engine 3, o que garante compatibilidade total e leveza em qualquer hardware da última década.

A areia de Dubai é o elemento visual chave, e a física de deformação do terreno é bem feita sem ser exigente. Como é um jogo de campanha linear e roteirizada, não há o peso de processamento de IA complexa ou mundo aberto. Hardware de entrada de anos atrás conseguem entregar bem mais do que 60 FPS até mesmo em 4K.

Dissemos no começo que essa lista poderia ser muito maior, e isso não é exagero. Como menção honrosa, poderíamos citar ainda Sekiro, Tomb Raider (2013), remake de Resident Evil 1, franquia Hades, trilogia Bio Shock, Mafia 2, e por aí vai. Mas essas são as nossas escolhas:

  1. Trilogia Dark Souls
  2. The Witcher 3
  3. Red Dead Redemption 2
  4. Just Cause 3
  5. L.A. Noire
  6. Batman: Arkham Asylum
  7. Hollow Knight
  8. Crysis
  9. Alien Isolation
  10. Spec Ops: The Line

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