O mundo dos games não é apenas diversão e entretenimento, mas também um cenário de traições e movimentos contra quem apoiou esta indústria por um longo período. Tanto os fãs quanto estúdios e produtoras passaram perrengues desse nível, o que mudou muita coisa para todos como “efeito borboleta”.
Sejam os consumidores que dão dinheiro ao mercado, seja grandes diretores que foram deixados para trás na condução de novas iniciativas, o mercado é implacável e desleal. O fato é que ninguém está seguro e qualquer piscar de olhos pode representar uma rasteira daquelas.
Pensando nisso, hoje nós listamos as 10 maiores traições do mundo dos games, com uma falta de lealdade que seria digna de uma série de drama por conta própria para cada uma.
10. O adeus da Bungie
Em 2007, no auge do sucesso do XBOX 360 e da franquia Halo, a Bungie decidiu dar as costas para a sua casa e se dedicar a projetos internos — em vez de investir em franquias que pertencem a outras companhias (no caso de Halo, a Microsoft).
Eles ainda trabalharam em Halo 3: ODST e Halo: Reach, mas depois disso partiram para uma aventura inédita. Em 2014, ela levou Destiny ao mundo. Após produzir uma sequência e diversas expansões, o estúdio foi adquirido pela Sony Interactive Entertainment, maior rival da XBOX na indústria dos jogos.
9. FromSoftware abre suas asas
Todos que jogaram os títulos da FromSoftware associam a desenvolvedora à Bandai Namco, pela sua parceria de longa data. Contudo, a Kadokawa — uma das suas donas — não quer mais ter essa dependência e clamou que o ideal seria “abrir as asas” e publicar os seus títulos por conta própria.
O estúdio ainda não virou as costas, porém adquiriu de volta a marca Elden Ring para diversos projetos multimidiáticos. Além disso, seu próximo projeto, The Duskbloods, conta com a Nintendo como produtora (cujo acordo prevê que a marca permaneça com a equipe de desenvolvedores).
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8. XBOX traiu o movimento gamer
Após conquistar o planeta com o XBOX 360, a Microsoft tomou uma série de caminhos que interromperam a sua ascensão. Desde as polêmicas com o XBOX One aos aumentos expressivos do XBOX Game Pass, o que passou por lançamentos multiplataformas e até a campanha “Isso é um XBOX”, não restou muito para quem apoiava a marca desde o início.
Se “tudo” é um XBOX, você podia jogar seus principais games no PS5, em smartphones via cloud e de diversos outros modos. Na prática, quem gastou um dinheiro absurdo para comprar o hardware próprio da companhia, não teria vantagem alguma. Muitos fãs se sentiram traídos e não acreditam que ela voltará a “ser o que era”.
7. PlayStation se esqueceu das suas origens
Um dos principais motores que trouxeram o PlayStation à vida foi a mudança dos cartuchos para os discos, o que traria um formato completamente distinto para estúdios e ressignificaria o modelo de negócios longe da marca Nintendo.
Em 2026, esses ideais desapareceram por completo e a companhia decretou o fim da mídia física. A partir de 2028, eles não querem mais produzir uma versão em disco dos games e tentam criar diversas narrativas para manter sua decisão — mesmo que esteja em um conflito direto contra outros estúdios e os próprios fãs para atingir seu objetivo.
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6. O nascimento da Activision
A Atari reinou absoluta no mundo dos games nos anos 1970 e abriu as portas para muitos desenvolvedores, porém, nunca os creditava em suas obras. Na prática, ninguém sabia quem produziu aquela experiência que marcou a sua vida e toda uma geração de fãs.
Um grupo decidiu bater o pé contra este sistema opressor e fundou a Activision — com o objetivo diferente de dar nome às pessoas que produzem games. Isso foi um ultraje tão grande para a Atari que ela foi brigar nos tribunais contra a ação conjunta, mas perdeu e teve de permitir que eles publicassem seus jogos no console Atari 2600.
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5. Konami joga Kojima fora
Por décadas, Hideo Kojima representou o melhor que existia no mercado de games. A franquia Metal Gear Solid consolidou sua genialidade, o que manteve o diretor nos holofotes. O problema é que a Konami não se sentia satisfeita com essa dependência e começou a cortar o desenvolvedor de tudo.
De excluir seu nome dos créditos na capa dos games a impedi-lo de participar de premiações, a situação chegou ao extremo quando cancelaram o projeto que Kojima tocava ao lado do cineasta Guillermo Del Toro — que reviveria a franquia Silent Hill nos anos 2010. Por fim, ele saiu da produtora e abriu seu próprio estúdio.
4. A troca de Takashi Nishiyama
O caso de Takashi Nishiyama é bastante delicado, já que envolveu muitos “vai e voltas” em sua relação com a Capcom. Ele dirigiu o Street Fighter original, que todos conhecem como o predecessor do maior sucesso entre os games de luta dos anos 1990. Porém, ele decidiu trabalhar com a empresa rival, a SNK, sem olhar para trás.
O resultado disso é que SF2 foi produzido por Akira Nishitani e se tornou um emblemático sucesso — algo que o original apenas sonhava e não alcançou de forma alguma. Na SNK ele trabalhou em The King of Fighters, Fatal Fury e outras franquias famosas, mas voltou para a Capcom em 2008 com Street Fighter IV.
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3. Square “ingrata”
A parceria entre a SquareSoft e a Nintendo era emblemática, com os títulos da franquia Final Fantasy e Dragon Quest lançados nas suas plataformas desde o NES. Você imagina o choque que foi descobrir que os próximos capítulos dessas franquias não chegariam ao Nintendo 64 e sim ao PlayStation?
Com uma abordagem de trazer custos menores, com os discos, a Sony Interactive Entertainment conquistou os executivos da produtora dos maiores JRPGs da história e esta não pensou duas vezes em deixar o passado para trás para percorrer um novo caminho. Ela só voltou a pensar na Nintendo novamente na era GameCube e Game Boy Advance, nos anos 2000.
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2. Parceria Kojima & XBOX
Assim como o nome de Hideo Kojima era fortíssimo para a Konami, o mesmo pode ser dito para a PlayStation. Seus maiores games saíram na plataforma da Sony, inclusive o PS3 fez muito sucesso por anos por causa de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots — um dos maiores exclusivos do videogame antes de The Last of Us.
Assim que ele se tornou independente da produtora e abriu a Kojima Productions, seus principais projetos foram produzidos em parceria com a Sony: os dois Death Stranding. Um terceiro estava em produção, chamado Physint (cujo objetivo era resgatar o gênero stealth de espionagem). No entanto, a companhia não quis investir e o diretor teve de fechar uma união com o XBOX para tirá-lo do papel.
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1. Surgimento do PlayStation
Ainda que a Sony estrele muitas das traições da lista, ela foi a maior traída de todas dentro do mercado de games. Sua ideia original não era lançar um PlayStation, mas trabalhar em conjunto com a Nintendo para produzir um console que reproduzisse os games em discos.
Um dia depois de anunciar o hardware, a Big N subiu aos palcos da CES 1991 e mostrou uma parceria com a Philips para o mesmo objetivo — com o descarte imediato do seu projeto com a futura dona da PlayStation. Para se vingar, eles fizeram o console por conta própria, “roubaram” parceiros e se tornaram um colosso dentro da indústria sem o apoio da antiga aliada.
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Traições nos videogames
Como pode ver, várias das traições trouxeram algo que definiu esta indústria de algum modo — o PlayStation e a Activision nasceram disso, assim como a Kojima Productions e franquias que fizeram sucesso — o caso de Destiny 2, por exemplo, ilustra isso muito bem.
Atualmente, o que está por trás do divórcio entre PlayStation e Hideo Kojima pode apresentar um novo capítulo para essa história. Porém, a falta de lealdade (seja de um lado ou dos dois) talvez volte a se repetir no mercado para trazer ainda mais mudanças gerais. Entre as que já conhecemos e fizeram história, podemos ver:
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Surgimento do PlayStation
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Parceria Kojima & XBOX
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Square “ingrata”
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A troca de Takashi Nishiyama
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Konami joga Kojima fora
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O nascimento da Activision
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PlayStation se esqueceu das suas origens
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XBOX traiu o movimento gamer
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FromSoftware abre suas asas
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O adeus da Bungie
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