5 coisas que a série de Assassin’s Creed precisa acertar na Netflix

Se você é fã dos jogos de Assassin’s Creed, provavelmente deve se lembrar da época em que o filme estrelado por Michael Fassbender chegou às telonas prometendo uma adaptação definitiva da franquia. O resultado, porém, foi decepcionante para muitos gamers, o que fez o longa-metragem cair no esquecimento.

A boa notícia é que os ventos podem mudar graças à Netflix, que atualmente desenvolve uma série baseada no universo de Assassin’s Creed. A produção já definiu o elenco e entrou recentemente na fase de filmagens, com poucos detalhes revelados acerca da trama além de sua ambientação, a Roma Antiga.

O que sabemos com certeza, por enquanto, é que o programa chega em um momento mais favorável para obras inspiradas em videogames nas telinhas, como vimos com The Last of Us e Fallout. Sendo assim, embora o filme de 2016 seja uma cicatriz na franquia, a expectativa é que a série da Netflix consiga superar erros cometidos, aproveitando o cenário atual para entregar uma adaptação competente.

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Pensando nisso, o Canaltech reuniu 5 coisas que a série de Assassin’s Creed precisa acertar quando sua primeira temporada desembarcar no catálogo da gigante do streaming.

Netflix vai adaptar Assassin’s Creed para série de TV (Imagem: Divulgação/Ubisoft).

5. Equilíbrio entre história original e alma da franquia

Um dos principais pontos que a série da Netflix precisa acertar é como manter o equilíbrio entre a história original que quer contar e a essência da franquia.

Embora a empresa não tenha revelado muitas informações sobre o enredo, já sabemos que a trama vai se passar em Roma, no ano 64 d.C. O período específico é inédito na franquia, embora a mesma ambientação já tenha sido explorada pelo jogo Assassin's Creed: Brotherhood (com alguns bons anos de diferença).

Série de Assassin's Creed precisa encontrar equilíbrio entre história original e a essência da franquia (Imagem: Divulgação/Ubisoft).

A Netflix também revelou uma descrição oficial da série, que diz que vamos acompanhar uma guerra secreta entre duas facções distintas, “uma empenhada em determinar o futuro da humanidade por meio do controle e da manipulação, enquanto a outra luta para preservar o livre-arbítrio”

Tudo se encaminha para que uma história original seja contada, algo que deu certo com Fallout, por exemplo, dando indícios de que a produção da Netflix seguirá o próprio caminho. A questão que fica em aberto é se o DNA da franquia será preservado. 

4. Fazer a parte histórica ser algo vivo

Grande destaque dos games, a parte histórica é um dos elementos que mais chamam a atenção dos jogadores de Assassin’s Creed. Ao longo de sua trajetória, a franquia já explorou marcos históricos, como a Roma Antiga, a Renascença Italiana e o Egito Antigo (apenas para citar alguns).

Parte histórica tem grande destaque nos games (Imagem: Divulgação/Ubisoft).

Em todos os games, o cuidado com a História com “H” maiúsculo surge como um fator crucial para imersão, algo que não foi replicado na adaptação de 2016. Logo, a série da Netflix tem a missão de transformar o período histórico que vai abordar em algo vivo e fascinante, fazendo com que a cidade se torne um personagem por si só e não seja apenas um cenário.

3. Não é somente ação

Embora seja popularmente conhecida como uma franquia de ação no universo dos games, Assassin's Creed não é somente isso. Além da aventura histórica que permeia os jogos, a saga tem um clima de conspiração que também precisa ser explorado pela série da Netflix.

Franquia não foca somente na ação, apostando também em temas voltadas para conspiração (Imagem: Divulgação/Ubisoft).

A boa notícia é que a descrição oficial da produção já deixa claro que vamos acompanhar uma guerra secreta entre duas facções, sugerindo um teor mais estratégico e conspiratório para o enredo. Resta saber se o streaming dará mais espaço para o lado psicológico da coisa em vez de focar apenas na ação.

2. Personagens intrigantes

Nem só de referências ao original uma adaptação vive, por isso a série de Assassin’s Creed precisa caminhar com as próprias pernas, apoiando-se em personagens fortes e bem desenvolvidos para não se tornar uma versão rasa e sem graça.

Personagens marcantes e bem desenvolvidos devem marcar presença na nova adaptação da Netflix (Imagem: Divulgação/Ubisoft).

Produções como Fallout e Arcane, por exemplo, conseguiram provar como focar em personagens interessantes e únicos vale muito mais a pena do que ficar fazendo referências incansáveis para a obra original que não acrescentariam em nada ao formato.

1. Não se render ao fan service

Após tantos exemplos bem-sucedidos, a fase em que adaptações de games poderiam se sustentar apenas pelo nome da franquia já passou. Hoje em dia, o público exige histórias que vão além do fan service descarado, que está ali apenas para apelar ao amor dos fãs pela história que está sendo contada.

Série deve se afastar do fan service para conquistar a audiência com autenticidade (Imagem: Divulgação/Ubisoft).

Isso não quer dizer que elementos especiais da franquia ou referências que apenas entusiastas mais assíduos entendem não devem estar na adaptação. A questão é encontrar um equilíbrio para não se apoiar somente na satisfação dos fãs e se integrar naturalmente à história, caso faça sentido para ela.

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