5 erros que você comete ao trocar a marcha que destroem a embreagem

Carros com câmbio manual ainda são maioria no Brasil, especialmente no segmento dos usados. Por isso, saber o uso correto da embreagem é essencial para preservar a mecânica do veículo e evitar gastos desnecessários com manutenção.

O problema é que muitos motoristas desenvolvem hábitos ruins ao dirigir e nem percebem que estão acelerando o desgaste do conjunto de embreagem, sistema formado basicamente por disco e platô, cuja função de transmitir a força do motor para as rodas durante as trocas de marcha.

Quando usado de forma incorreta, o sistema sofre atrito excessivo e pode precisar de substituição muito antes do esperado. Confira, então, 5 erros que você comete ao trocar a marcha que destroem a embreagem e, claro, evite-os de agora em diante.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

5. Rodar em marcha alta com velocidade baixa

Abrindo a lista de 5 erros que destroem a embreagem está o mais comum deles: manter uma marcha alta mesmo quando a velocidade é reduzida. Esse expediente faz o motor trabalhar com rotações muito baixas, obrigando assim o sistema de embreagem a suportar um torque maior do que deveria.

Reduzir a velocidade e manter o carro em marchas altas é um erro comum que prejudica a embreagem (Imagem: Freepik/CC)

Essa prática força não apenas a embreagem, mas também o câmbio e o motor. Em vez de economizar combustível, pode acabar aumentando o consumo de combustível e, de quebra, provocando o desgaste prematuro de uma série de componentes.

4. Apoiar o pé no pedal da embreagem

Outro hábito que detona o conjunto de embreagem é dirigir com o pé esquerdo apoiado no pedal o tempo todo. Mesmo que a pressão seja mínima, isso impede o contato total entre disco e platô.

Dirigir com o pé apoiado no pedal da embreagem é um erro comum, mas muito prejudicial (Imagem: Sauerlaender/Pixabay/CC)

Na prática, o disco começa a deslizar, gerando atrito constante. Esse deslizamento funciona como uma espécie de lixa entre as peças, acelerando o desgaste do sistema.

3. Usar a embreagem para segurar o carro em ladeiras

Outro costume que muitos motoristas têm é o de manter o carro parado em ladeiras evitando a descida ao controlar, ao mesmo tempo, embreagem e acelerador. Embora "bonitinha" e eficaz para mostrar que "sabe dirigir", a técnica é extremamente prejudicial para o conjunto mecânico.

Segurar o carro usando a embreagem em ladeiras também é "pecado capital" (Imagem: Nick Night/Unsplash/CC)

Nessa situação ocorre um escorregamento intenso entre as peças da embreagem, o que provoca desgaste acelerado. A recomendação é utilizar o freio de mão ou o pedal de freio para manter o carro parado até o momento de sair novamente com ele.

2. Não desengatar a marcha em semáforos

Muita gente permanece parada no trânsito com a primeira marcha engatada e o pé afundado na embreagem. Embora seja comum, essa prática mantém o sistema sob carga constante e, assim, também tende a aumentar o desgaste dos componentes de forma prematura.

Parar no semáforo e não desengatar a marcha pode destruir a embreagem com o tempo (Imagem: Planet Fox/Pixabay/CC)

O ideal nessas situações é sempre colocar o câmbio em ponto morto e retirar o pé do pedal. Assim, o conjunto de embreagem fica totalmente desacoplado e sofre menos desgaste ao longo do tempo.

1. Soltar a embreagem de forma brusca

Outro erro frequente que muitos motoristas de carros manuais cometem acontece na hora de sair com o carro ou de reduzir uma marcha. Quando o motorista solta o pedal muito rápido, o carro sofre trancos e todo o sistema de transmissão recebe um impacto desnecessário.

Soltar a embreagem de forma brusca ao sair com o carro pode afetar até os coxins do motor (Imagem: Diana Grytzku/Freepik/CC)

Além de prejudicar a embreagem, esse tipo de condução brusca também pode afetar coxins do motor, a própria transmissão e até alguns componentes do diferencial.

Leia a matéria no Canaltech.