
Embora a implementação da tecnologia 5G ainda seja considerada recente, o desenvolvimento da rede 6G já está em pleno andamento. Por meio de revoluções em velocidade e estabilidade de conexão, a nova geração de conectividade móvel deve gerar reflexos positivos no uso de smartphones e outros dispositivos portáteis.
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Veja abaixo quatro aspectos que vão transformar seu celular com o 6G:
- Velocidade de navegação e download;
- Baixa latência para jogos;
- Economia de energia;
- Integração com dispositivos vestíveis e saúde.
1 - Velocidade de navegação e download
Se o 5G já foi considerado muito rápido desde a época de suas primeiras implementações, o 6G tem tudo para tornar a conectividade ainda mais instantânea.
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Testes conduzidos na China e nos Estados Unidos indicam que o 6G tem potencial para entregar taxas de transmissão acima de 100 gigabits por segundo (Gbps).
Para referência, o limite teórico do 5G é de 10 Gbps, e as médias reais registradas no Brasil ficam por volta de 400 Mbps. Portanto, o novo padrão é 10 vezes mais veloz que o teto da geração anterior, e 250 vezes superior à média de velocidade atual.
Em ambiente de laboratório, pesquisadores da University College London (UCL) atingiram o recorde de 938 Gbps, o que possibilitaria o download de 20 filmes em alta definição em apenas um segundo.
Além disso, a alta capacidade de dados permitiria que 1.000 smartphones transmitissem vídeos em resolução 8K UHD de forma simultânea e sem perda de desempenho.
2 - Baixa latência para jogos
A tecnologia 6G também poderá proporcionar uma experiência de uso mais fluida para jogos online em celulares e tablets. Enquanto o 5G reduziu o tempo de resposta para cerca de 1 milissegundo (ms), o objetivo da nova geração é atingir uma latência de apenas 1 microssegundo — ou seja mil vezes menor.
Na prática, isso resultaria em comandos e respostas praticamente instantâneas, mesmo em jogos pesados e com alto volume de dados transferidos.
Dentro do mesmo contexto, a baixa latência é considerada vital para evitar riscos em cirurgias remotas e hesitações em veículos autônomos, além de melhorar o funcionamento de drones de emergência.
3 - Economia de energia
Diferente do 5G, que recebeu ajustes para reduzir o consumo de energia após sua criação, o 6G é projetado desde o início para ser mais econômico. Aponta-se que é possível aumentar a eficiência em modo de espera em mais de quatro vezes na comparação com o padrão atual.
Afinal, o objetivo teórico é que o consumo das antenas seja próximo de nulo quando não houver tráfego de dados. Para isso, o intervalo de funcionamento das antenas passará de 20 milissegundos para 160 milissegundos, o que permite a manutenção em um estado desligado por mais tempo.
Portanto, a rede operará com sinal sob demanda, ao transmitir apenas quando um aparelho solicitar conexão, em vez de emitir buscas constantes em todas as direções.
A inteligência artificial fará a gestão automática das frequências, desligando partes desnecessárias durante períodos de baixo tráfego, como as madrugadas.
Para quem usa os celulares, a organização dos sinais de busca deve resultar em maior duração da bateria. Além disso, a redução nos custos operacionais pode viabilizar a expansão da cobertura para áreas rurais e remotas.
4 - Aplicações em saúde e dispositivos vestíveis
Para além do uso específico em celulares, o mercado de dispositivos vestíveis já está vendo uma transição dos rastreadores simples para ferramentas que se aproximam do nível médico, com monitoramento em tempo real e capacidades diagnósticas.
Nesse cenário, o 6G promete suporte para a comunicação Terahertz (THz), que lida com grandes conjuntos de dados e aumenta a precisão do rastreamento biométrico.
A ultra-baixa latência é apontada como crucial para a sincronização de dados em ambulâncias e sistemas de resgate, enquanto a conectividade massiva deve permitir que múltiplos dispositivos se conectem simultaneamente a estruturas hospitalares e leitos inteligentes.
Em cenários de emergência, a rede pode suportar o monitoramento contínuo de sinais vitais, detecção de quedas e envio automático de localização para resgate.
Profissionais de saúde poderão utilizar óculos de Realidade Aumentada (AR) para visualizar modelos 3D de órgãos durante procedimentos cirúrgicos.
Também é esperado que os sistemas de AR orientem exercícios virtuais, com feedback instantâneo sobre a postura do usuário.
Por enquanto, não há uma data específica para o início da implementação do 6G no Brasil, embora a chegada da tecnologia ainda deva demorar alguns anos para ser concluída.
O uso de todas as novidades tecnológicas esperadas para a nova geração de conectividade móvel exigirá a compra de novos aparelhos, assim como ocorre na transição do 4G para o 5G.
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