Jogos de super-heróis, como Marvel’s Spider-Man, Batman Arkham City e até Guardiões da Galáxia, se destacam por apresentar suas figuras um patamar acima do que os fãs esperavam, com uma qualidade ímpar e que capta o espírito das obras originais.
Contudo, seja um game bom ou dos péssimos (sim, Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, estamos olhando para você), os jogos de super-heróis nunca estão imunes a repetir padrões que já saturaram a indústria. Esses clichês são remontados todas as vezes possíveis, mas alguém ainda os aguenta?
Pensando nisso, hoje o Canaltech lista os 8 clichês que todo jogo de super-herói tem e o jogador já se cansou de ver. Talvez o seu favorito não carregue todos, mas sem exceções é uma certeza de que trouxe ao menos dois ou três desta lista. Confira:
8. O vilão surpresa
Quando inicia o jogo como um super-herói, contra uma ameaça clara e bem direta que sabe onde vai parar. Contudo, no meio da experiência, este vilão é derrotado e algo maior surge de “surpresa” para entregar um embate ainda mais épico.
Isso ocorre direto nesta categoria, ao ponto de você sempre saber que há algo construído por trás que tomará o palco principal em algum momento. Às vezes o jogador já sabe nas primeiras horas, o que torna a experiência restante em uma tortura.
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7. A base que funciona como “hub operacional”
Nem todos são como o Batman, que possui sua batcaverna, mas não é difícil ver os grandes heróis terem um local para fazer seus upgrades, trocar skins e servir como ponto de relaxamento para os diálogos que avançam a profundidade dos membros da sua equipe.
Até pode seguir uma aventura de mundo aberto ou até uma linear, em algum momento tenha a certeza de que o personagem principal sossegará em algum canto para estas funções serem disponibilizadas. Sem isso, alguns soam até “incompletos”.
6. Os Quick Time Events
Não adianta nada um jogo de super-herói que cria sequências complexas de movimentos, inventa combos incríveis e cenas que brilham aos olhos quando o momento decisivo é resolvido por um simples Quick Time Event.
Se o termo não te remete a nada, é aquela cena que pede para mover (geralmente, de surpresa) o direcional para alguma posição específica, apertar dois botões, segurar outro e coisas do tipo em sequências cinematográficas.
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5. Cena da identidade secreta
A máscara do super-herói nunca sustenta uma aventura completa e muitos destes games se sentem obrigados a mostrar como eles são no cotidiano. Não é raro ver Peter Parker, Logan, Bruce Wayne e outros em situações comuns para gerar uma identificação maior dos fãs.
Em determinadas experiências, os produtores vão além e colocam você para fazer até atividades com o personagem neste estado — como o famigerado trecho da bicicleta em Marvel’s Spider-Man 2. Pode soar uma ideia interessante, mas ela caminha em uma linha tênue entre o genial e o futuro meme.
4. Mudanças de skins em momentos decisivos
Além da identidade secreta, os jogadores conseguem contar quantas vezes em um jogo de super-herói no qual presenciaram um novo traje justamente quando o protagonista da aventura enfrentará a sua batalha final? Não foi apenas uma, isso eu tenho certeza.
Em cenas emblemáticas, para trazer um impacto maior, o próprio game insere uma skin belíssima para encarar o desafio definitivo da experiência. Isso significa que, se não gostou das comuns, pode respirar tranquilamente que na hora que for preciso o título vai te dar uma melhor para as sequências que realmente importam.
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3. Sequências de perseguição
Um jogo de super-herói que se preze tem como obrigação trazer uma cena na qual o personagem principal perseguirá um grande vilão pela cidade ou por cenários abertos. Ninguém sabe onde isso foi determinado, mas certos estúdios tratam isso como uma regra absoluta para o gênero.
Isso envolve ainda outros clichês, como objetos que são jogados para atrapalhar seu caminho, mudanças repentinas de rota e tentativas infrutíferas do herói no momento em que está prestes a alcançar seu objetivo. Sim, há clichês dentro dos próprios clichês, para ter uma ideia de como isso tudo funciona.
2. Participações especiais
Sabe aquela cena na qual o super-herói cai em combate ou tudo está prestes a ruir, apenas para surgir outra figura que te ajuda a salvar o dia e vira o seu aliado instantâneo? Pois é, acontece mais vezes do que deveria, mas já foi padronizado dentro dos games — tanto que deixou de ser uma surpresa e já são mostrados antes.
Jean Grey em Marvel’s Wolverine, Mulher-Gato e membros da Batfamília nos títulos da série Batman Arkham, Adam Warlock em Guardiões da Galáxia e muitos outros que te oferecem um verdadeiro fanservice e uma ideia de universo compartilhado.
1. O sistema de combate de Batman Arkham
Introduzido em Batman Arkham Asylum, temos hoje um sistema que foi criado para essa categoria e é usado de forma tão insistente que é até estranho ver outro gameplay. Falo da luta corporal, com finalizadores após combos e um sinal toda vez que seu personagem é ameaçado — com o botão de contra-ataque.
Já se tornou extremamente batido, mas quase todos os games de super-heróis fazem uso dele e não possuem vergonha alguma em admitir isso. De 2009 a 2026, já são 17 anos que esse sistema não vê uma atualização, melhoria significativa e até uma revolução.
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Padrão cansativo em jogos de super-heróis
Por serem elementos usados repetidas vezes ao longo dos anos, muitas aventuras dos grandes heróis já chegam “datadas”. Não adianta os estúdios trazerem gráficos modernos, quando o próprio sistema não traz nenhuma novidade que vá além desta padronização.
Algumas trazem o melhor das HQs aos games, como os combates épicos entre super-heróis e vilões, mas a maioria apenas cansa os fãs. Confira os maiores clichês deste gênero:
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O sistema de combate de Batman Arkham
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Participações especiais
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Sequências de perseguição
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Mudanças de skins em momentos decisivos
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Cena da identidade secreta
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Os Quick Time Events
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A base que funciona como “hub operacional”
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O vilão surpresa
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