
Os jogos de RPG ajudaram a popularizar grupos icônicos nos videogames. Assim como nas histórias em que jogamos, muitas desenvolvedoras usaram e abusaram de sistemas ou narrativas com equipes e personagens que se comunicam entre si e cativam a atenção dos jogadores.
Embora tenham se popularizado mais nos jogos de RPG, os grupos de videogames acabaram se capilarizando para outros gêneros e estilos e, em alguns casos, não causam uma mudança tão grande na hora de jogar.
Quem não se lembra dos icônicos Phantom Thieves ou até da Gangue do Dutch, que servem muito bem para a temática de Red Dead Redemption? Pensando nisso, o Canaltech trouxe as 7 melhores equipes dos games.
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Vale notar que a lista não está organizada em um ranking de pior para melhor. Outro ponto importante a ressaltar é que há centenas de milhares de jogos lançados ao longo de várias décadas, o que significa que deixaremos algumas equipes infames de fora, mas elas não são menos importantes.
7. Mega Man X - Maverick Hunters
Com a chegada dos 16 bits, a Capcom trouxe um novo ar para a franquia Mega Man. O azulão foi uma das estrelas do Nintendinho, em especial por sua alta dificuldade e pelas inovações da época, principalmente por permitir que os jogadores escolhessem os chefes na ordem que quisessem.
Essa inovação foi ainda mais profunda na subsérie Mega Man X, que estreou no Super Nintendo em 1993. Além de um level design invejável até hoje, o run and gun adicionou muito mais complexidade à história. Se nos clássicos a Capcom trazia Wily cometendo mais um de seus atos vilanescos, com X, Zero e cia. a coisa foi bem mais profunda. Assuntos como leis da robótica, ética, liberdade e empatia viraram temas muito frequentes.
Com essa nova pegada, Mega Man X introduziu conceitos de Reploids (robôs com autoconsciência), Mavericks (máquinas corrompidas) e os Mavericks Hunters, equipe composta pelos protagonistas X e Zero, além de membros como Sigma, Iris e Signas. Embora joguemos apenas com os dois primeiros, o foco mais narrativo de Mega Man X permitiu que criássemos empatia pelos outros integrantes dos Mavericks Hunters, in especial quem se jogou nas mídias alternativas, como o OVA Day of Sigma.
6. Dispatch - Equipe Z
Quem diria que um grupo de supervilões em reabilitação daria tão certo como time? Esta é a Equipe Z, do sucesso narrativo Dispatch. No jogo desenvolvido pela AdHoc Studio, acompanhamos a história de Robert Robertsson, um herói que foi derrotado por seu arquivilão e aceitou um emprego de despachante na agência Superhero Dispatch Network.
Sua principal missão é coordenar a Equipe Z, parte do Projeto Fênix, que tem como objetivo transformar um grupo de vilões disfuncionais em uma equipe de heróis. Dispatch foi criado e desenvolvido por veteranos da Telltale Games, que já trabalharam em clássicos como The Wolf Among Us.
A pegada mais voltada para a comédia, a construção de personagens e a diversidade de cada um deles garantem um time bem caótico, mas que vai se ajustando com as decisões dos jogadores. Dispatch usa e abusa da mecânica de parceria, que garante bônus ao mandar vilões que têm sinergia um com o outro. Não estamos falando dos Vingadores ou X-Men, mas a Equipe Z dá um baita time de desajustados.
5. Gears of War - Delta Squad
Uma das principais virtudes que permitiu que a humanidade sobrevivesse ao ataque dos Locust no Dia da Emergência em Seros foi a fraternidade. Não à toa, vemos esse conceito de laços entre as equipes no Delta Squad. O grupo é formado por Marcus Fenix, Dom Santiago, Damon Baird e Augustus Cole, que, juntos, alcançam uma química muito grande e vão além de 'um exército de apenas quatro soldados', com um toque trágico e de humor que garante um pouco de humanidade no sombrio mundo de Gears of War.
Por isso, não espanta que o filme live-action de Gears of War na Netflix tenha uma forte ênfase na fraternidade. A produção é descrita como um grupo desajustado de soldados que trava uma guerra desesperada pela sobrevivência contra os Locusts, uma raça de criaturas subterrâneas obstinadas em destruir a humanidade.
O novo jogo Gears of War: E-Day promete aprofundar ainda mais a história do Delta Squad, em especial por se tratar de uma prequel que mostra os eventos no Dia da Emergência.
4. Persona 5 - Phantom Thieves
A franquia Persona costuma entregar elencos de personagens memoráveis, o que não é nenhum espanto. Desde o terceiro jogo numerado, temos acompanhado equipes que vão melhorando a cada nova entrada. Em 2016, a Atlus trouxe ao mundo Persona 5, que, por sua vez, nos apresentou os infames Phantom Thieves.
O grupo de personagens seletos e diversos, bem como a forte parte social característica da franquia, permitiu à desenvolvedora criar um dos melhores grupos dos games de todos os tempos. A premissa de justiceiros anônimos e o tema da rebeldia (uma bela e ácida crítica à sociedade japonesa), bastante explorados em Persona 5, permitem trocas, diálogos e um aprofundamento no cotidiano de cada membro da equipe.
Os Phantom Thieves são muito estilosos, o que ajuda (e muito) a se apegar ao grupo. Isso sem falar, claro, na famosa trilha sonora e em uma direção de arte de cair o queixo, mesmo uma década após o seu lançamento.
3. Red Dead Redemption 2 - Gangue do Dutch
As lendas do Velho Oeste estão muito enraizadas em grupos de fora da lei que se uniam para se defender ou para realizar grandes roubos, como as famosas pilhagens de trem. Obviamente, a Rockstar não deixaria essa importante parte do Velho Oeste de fora de Red Dead Redemption.
A Gangue Van der Linde, ou Gangue do Dutch, tinha um objetivo um pouco maior do que simplesmente roubar para o benefício dos membros. O fundador, Dutch van der Linde, queria se redimir da vida pecaminosa roubando dos ricos e dando aos pobres. Não demorou muito para que, ainda jovens, os protagonistas dos jogos de Red Dead Redemption, John Marston e Arthur Morgan, se juntassem ao bando.
A Rockstar conseguiu aprofundar a relação entre os membros da gangue, que agiam como uma família, cuidavam uns dos outros e estreitavam seus laços em interações cotidianas e grandes eventos, como a lendária batalha na Mansão Braithwaite.
2. Chrono Trigger
Chrono Trigger foi uma das primeiras experiências de RPG de muitos e encantou logo de cara. O jogo é considerado um dos melhores para começar no gênero, e parte disso é mérito do icônico elenco de personagens desenhados por ninguém menos que Akira Toriyama.
Cada integrante do grupo formado por Crono, Marle, Lucca, Frog, Robo, Ayla e Magus possui um temperamento e uma personalidade única, elementos que mudam a dinâmica do time a cada novo membro. Chrono Trigger também evoca muito da narrativa nos personagens, já que cada um corresponde a uma era, a eventos e a conflitos diferentes.
1. Fallout - Irmandade do Aço
A Irmandade do Aço se tornou uma das instituições ficcionais mais marcantes dos games, principalmente por tomar forma e ganhar amplo destaque na adaptação de Fallout para o Prime Video. Além de carregar uma identidade fortíssima com a Power Armor que estampa as capas dos jogos, a facção tem uma hierarquia clara e direta, e muitas vezes se contradiz quando entra em uma questão moral.
A Irmandade do Aço é uma representação tecnológico-militar na wasteland que flerta até com a religião. A escrita de Fallout ajuda muito aqui: estamos falando de uma das organizações mais bem escritas dos games, o que torna a facção ainda mais marcante no universo da Bethesda.
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