Quem instala uma antena da Starlink no telhado pode ficar em dúvida se o equipamento aguenta chuva forte, vento e raios ou se existe risco de queimar durante uma tempestade. Para quem mora no interior, em sítios ou em locais mais afastados, a preocupação com a infraestrutura elétrica pode ser ainda maior.
A boa notícia é que a antena foi projetada para ficar exposta ao tempo. A Starlink afirma que seus equipamentos são testados para funcionar em diferentes condições climáticas, incluindo chuva intensa, granizo, neve e calor extremo. A própria empresa diz que a antena pode operar entre -30 °C e 50 °C.
A chuva, por si só, não deve queimar a antena. A proteção contra água depende do modelo, mas a atual Starlink Standard 4 X, por exemplo, tem classificação IP67 com os cabos instalados.
Isso significa proteção contra entrada de poeira e resistência à imersão temporária em água, segundo a especificação do produto.
Em sua página de suporte, a Starlink também explica que o equipamento é preparado para trabalhar em condições úmidas e tem superfície hidrofóbica. No entanto, adversidades climáticas ainda podem afetar o desempenho da conexão:
"Em casos extremos, chuva forte ou vento podem afetar sua conexão, potencialmente levando a velocidades mais baixas ou uma rara interrupção."
Ou seja, uma tempestade pode afetar a qualidade da internet sem necessariamente representar um risco de queima da antena. A recomendação é não colocar capas ou proteções improvisadas sobre o equipamento, já que elas podem prejudicar o desempenho e até a capacidade de derreter neve.
“A Starlink foi projetada e testada para suportar uma ampla variedade de temperaturas e condições climáticas, incluindo neve, granizo, chuva congelante, chuva forte e calor extremo.”
E os raios? O aterramento ajuda?
A Starlink informa que seus equipamentos atendem aos requisitos de aterramento do National Electrical Code (NEC), norma elétrica dos Estados Unidos, e afirma que em locais com incidência de raios, sistemas externos de proteção, como para-raios, haste de aterramento e protetores contra surtos, podem reduzir a vulnerabilidade do equipamento.
A ideia do aterramento é oferecer um caminho adequado para correntes elétricas e ajudar a reduzir riscos associados a surtos, mas não significa que uma antena instalada no telhado esteja "imune" a um raio direto.
Durante uma tempestade com raios, a própria Starlink recomenda desligar o equipamento da tomada e desconectar o cabo da antena.
"Isso pode evitar danos ao produto causados por raios e surtos nas linhas de energia."
Dá para deixar a Starlink no telhado?
:quality(85)/ab758b86-fc6d-4336-bee0-295a43c905bb.png)
A instalação externa faz parte do funcionamento normal da Starlink, e a empresa inclusive orienta que pode ser colocada em locais elevados, como telhados, postes ou paredes, quando isso ajuda a conseguir uma visão desobstruída do céu.
Vale lembrar que a classificação IP não substitui uma instalação elétrica adequada. Também é importante manter os conectores corretamente encaixados, já que a própria Starlink alerta que isso é necessário para preservar a resistência à entrada de água.
Outro detalhe é que IP54 não é a classificação da antena Starlink Standard. Esse número aparece em modelos de roteador mais antigos. A antena Standard tem classificação IP67, enquanto outros modelos possuem níveis diferentes de proteção.
A Starlink foi feita para permanecer exposta ao clima, então chuva forte não significa que a antena vai queimar. O maior cuidado está nas tempestades com raios e nos surtos elétricos.
Para quem vive no interior ou em sítios, uma instalação elétrica adequada, aterramento e proteção contra surtos podem ajudar a reduzir os riscos.
Ainda assim, quando há uma tempestade elétrica, a orientação mais segura da própria Starlink é desligar o equipamento da tomada e desconectar o cabo da antena. Quer saber quanto custa montar uma rede como a Starlink? Veja estimativas.
{{WHATSAPP_CHANNEL}}