
A série de CPUs Panther Lake já está entre nós, com os primeiros notebooks chegando nos próximos dias ao mercado mundial. De todas as novidades apresentadas pela Intel na CES 2026 para essa nova geração de processadores mobile, vamos destacar aqui os gráficos integrados baseados em Xe3 e um salto de desempenho significativo, ao ponto de encostar em uma RTX 4050 de notebook.
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Em sua apresentação, a Intel comparou seu melhor processador, o Core Ultra X9 388H, que tem a maior implementação de iGPU Xe3 do lineup, a Arc B390 (também presente no Core Ultra X7 368H), com outros processadores da série Lunar Lake e Arrow Lake-H (mobile), além da rival AMD e até mesmo uma GeForce RTX 4050.
Intel vs. Intel: evolução entre gerações
Vamos começar pela evolução geracional. A Intel garante que a B390 entrega 77% mais peformance que a Arc 140V do Core Ultra 9 288V. Na prática, isso significa que uma CPU Panther Lake com a nova iGPU consegue entregar cerca de 100 FPS a mais em Valorant, o dobro de desempenho em Overwatch 2 e mais de 100 FPS nos principais títulos competitivos em 1080p no alto e com upscaling ativado.
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Já em jogos AAA, como Assassin's Creed Shadows, Black Myth: Wukong, Indiana Jones e Monster Hunter Wilds, o aumento de FPS acontece, mas entre 15 a 20 FPS, o suficiente para chegar mais perto da casa dos 50 FPS e garantir uma experiência mais fluída. Vale notar que nesse comparativo, o X9 388H consome quase o dobro (45W) do 288V (25W).
Colocando a iGPU Arc B390 contra a Arc 140T de um Core Ultra 9 285H, que também opera a 45W, temos basicamente o mesmo nível em salto de performance (76%). Ou seja, jogos competitivos acima de 100 FPS (com exceção de Battlefield 6 e Call of Duty: Black Ops 7), e jogos mais pesados acima de 60 FPS, como Dying Light: The Beast, Resident Evil 4, The Last of Us Part II, entre outros.
Intel B390 supera rival AMD Radeon 890M
A AMD sempre dominou o desempenho gráfico em iGPUs. Suas APUs sempre foram as melhores em desktop e mobile, mas a Intel promete tirar a coroa do Time Vermelho agora. A Arc B390 promete ganhos médios de até 82% sobre um Ryzen AI 9 HX 370, que usa um Radeon 890M, segunda melhor implementação de uma GPU RDNA 3.5, atrás somente da Radeon 8060S, presente em um Ryzen AI Max+ 395, que ainda pode ser a melhor APU de notebooks até hoje.
Nesse embate entre rivais, podemos esperar o mesmo nível de vantagem (73%) em relação às próprias iGPUs da Intel, mas com upscaling. Nativamente, os benchmarks mostram que a CPU high-end da Intel aumenta a vantagem para 82%, mas o desempenho é menor já que estamos falando de renderização nativa.


Vale ressaltar que nesse caso, o consumo do Ryzen AI 9 HX 370 é de 53W. Além disso, a AMD ainda trará ao mercado sua nova geração mobile, que será a real rival dos Intel Panther Lake.
Desempenho de GPU dedicada em gráficos integrados
Por último, vamos olhar como a Arc B390 se sai contra uma GeForce RTX 4050, a melhor GPU mobile atual para entrar no mundo do PC gaming. Segundo a Intel, a vantagem é de 10% e seu gráfico nos mostra que a Arc B390 empata em alguns jogos, supera em outros e fica atrás em alguns. Esse comparativo também foi feito com upscaling em 1080p, só não fica claro se no caso da GPU da NVIDIA, foi usado o DLSS ou não.
E a amostra de força da Intel Arc B390 não pára por aí, já que o Time Azul mostra a GPU em ação com o recurso de geração de múltiplos quadros, do novo XeSS 3 revelado na CES 2026, ligado. Assim, ela consegue entregar 145 FPS em Battlefield 6 e performance similar em Cyberpunk 2077, superando o Ryzen e a RTX 4050 que não possuem suporte a essa tecnologia.




Esse avanço em gráficos integrados por parte da Intel é especialmente interessante para os consoles portáteis, que agora podem entregar mais desempenho, mesmo com a limitação na refrigeração. Além disso, notebooks podem vir mais finos e leves por não precisarem de uma GPU dedicada.
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