
Passar o verão na praia é tradição para muitos brasileiros — e o celular costuma ser o companheiro inseparável para fotos, vídeos e registros do momento. Contudo, junto da festa, vem um dos maiores inimigos do smartphone: a areia.
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Embora pareça inofensiva, ela pode causar danos graves ao aparelho, especialmente nessa época do ano, em que o uso é mais intenso e muitas vezes combinado com água do mar.
Por que a areia é tão perigosa para o celular?
A areia não é apenas uma “sujeirinha”. Ela é composta por grãos minúsculos, duros e altamente abrasivos. Isso significa que pode arranhar tela, câmera, tampa traseira e vidro, além de se infiltrar em alto-falantes, microfones, botões e conector de carregamento.
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Em aparelhos com certificação de resistência à poeira e água (como IP67 ou IP68), muita gente acredita estar protegida — mas não é bem assim. Se o celular já sofreu quedas, teve a tela trocada ou apresenta desgaste natural, a vedação pode estar comprometida e a entrada de areia se torna mais fácil.
O problema fica ainda maior quando a areia vem acompanhada de água do mar. Além da abrasão, o sal é altamente corrosivo e pode oxidar componentes internos e trilhas da placa. Muitas vezes, o celular até continua funcionando no momento, mas o dano aparece dias ou semanas depois, quando começam falhas inesperadas.
Celular dobrável? Atenção redobrada
Os smartphones dobráveis merecem um alerta especial. Eles possuem dobradiças, partes móveis e microaberturas que aumentam significativamente o risco de entrada de partículas.
Um único grão de areia pode travar o mecanismo, riscar a tela interna (que costuma ser mais sensível) ou causar danos estruturais. Até mesmo modelos com proteções reforçadas ainda não são “amigos da praia”. Na prática: dobrável e areia definitivamente não combinam.
O que fazer se o celular cair na areia?
Primeiramente, nada de desespero — mas também nada de improvisos. Não sopre com força, não use secador e não jogue água em cima, pois isso pode empurrar a areia ainda mais para dentro do aparelho.
Remova o excesso suavemente com as mãos e utilize um pano macio e seco. Assoprar levemente pode ajudar, mas sem pressão. Se a areia entrou em aberturas ou fendas, o ideal é buscar assistência técnica. “Cutucar” com palitos, agulhas ou cotonetes pode piorar muito a situação.
Se o celular caiu na areia molhada ou teve contato com água do mar, desligue imediatamente e não tente ligar “para ver se ainda funciona”, muito menos coloque para carregar. Quanto antes ele for avaliado tecnicamente, maiores as chances de recuperação antes que a corrosão avance.
Prevenção: a melhor forma de salvar seu smartphone
Para evitar dor de cabeça, algumas medidas ajudam muito: usar capas fechadas, pochetes impermeáveis específicas, películas, evitar apoiar o celular diretamente na areia e, quando não estiver usando, mantê-lo protegido e guardado. Em momentos de festa, é fácil relaxar — e é justamente aí que acontecem os acidentes.
No fim, a resposta é clara: sim, a areia da praia pode estragar, e muito, o celular. Com cuidado, atenção e proteção adequada, dá para curtir o Réveillon, registrar bons momentos e começar o ano novo sem prejuízos.
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