O Nintendo Switch completa uma década de existência em 2027. O console híbrido da Big N fez um sucesso estrondoso por onde passou e contabilizou mais de 150 milhões de unidades vendidas, estabelecendo novos patamares na indústria dos games.
Seu sucessor, o Switch 2, chegou ao mercado em junho de 2025 e já dá sinais de que irá substituir totalmente o híbrido original. Em 2026, a Nintendo começou a lançar exclusivos para o novo sistema, deixando o primeiro Switch um pouco de canto, algo esperado em uma troca de gerações.
A verdade é que o PlayStation 5 e o XBOX Series acostumaram os jogadores com uma realidade totalmente diferente. Ainda hoje, uma tonelada de jogos chega ao PS4 e XBOX One, mesmo após seis anos do início da atual geração. Essa situação não deve se repetir com o Nintendo Switch.
Para quem está se perguntando "até quando meu Nintendo Switch vai receber jogos novos?", o Canaltech trouxe algumas informações importantes para responder a esta e a outras dúvidas sobre o híbrido da Big N.
A Nintendo já anunciou o fim do Switch?
Antes de mais nada, é importante notar que a Nintendo ainda não anunciou o fim do ciclo do primeiro Nintendo Switch. O que temos até agora é que a empresa deixará de fabricar novas unidades do hardware na Europa a partir de 2027, devido à exigência de incluir baterias removíveis em dispositivos portáteis.
:quality(85)/ad96c2fb-00e2-4293-9b48-cbf21930a94e.png)
Outras regiões, como os Estados Unidos e o Japão, devem seguir com o fornecimento do Nintendo Switch até segunda ordem.
Vale lembrar que a Nintendo vendeu 156,59 milhões de unidades do híbrido até junho de 2026, o que significa que ela possui uma ampla base de jogadores dividida entre Switch padrão, OLED e Lite, e que vale a pena seguir dando algum nível de suporte à plataforma.
No momento, as vendas do Nintendo Switch estão em queda livre, algo esperado pelo lançamento do sucessor do sistema e pelo encarecimento do hardware em nível global.
O Nintendo Switch seguirá recebendo jogos?
Um ponto bem delicado é o lançamento de jogos para o Nintendo Switch. Apesar da vasta biblioteca e de uma tonelada de exclusivos, o primeiro híbrido da Big N tem recebido pouquíssimos grandes lançamentos AAA e títulos de peso.
Um dos últimos jogos relevantes de fato foi Metroid Prime 4, que, embora marque o glorioso retorno de Samus, decepcionou um pouco depois de anos de desenvolvimento caótico. Outro que marcou forte presença no sistema foi Tomodachi Life: Living the Dream, lançado em abril deste ano.
:quality(85)/5f156ac3-98fa-4d3d-a122-67e010bf18d2.png)
Desde então, o Nintendo Switch de 2017 tem sido a casa de títulos indie de menor orçamento, além de algumas remasterizações e ports. O futuro é ainda menos promissor. Embora Mega Man Dual Overdrive esteja confirmado para o sistema em 2027, o próximo ano do console híbrido deve ser menos movimentado, à medida que o Nintendo Switch 2 vai ganhando mais espaço.
Jogos como o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time devem ajudar muito nessa transição, dada a popularidade do clássico do Nintendo 64.
O que sobra para o Switch após 2017?
Além de todos os motivos citados, precisamos admitir que o Nintendo Switch tem um hardware um tanto defasado. Apesar de abrigar excelentes jogos, o sistema ficou conhecido por rodar jogos em resolução e desempenho menores do que os rivais, o que faz sentido para um portátil.
Com o tempo, veremos cada vez mais jogos exigentes, o que deve frustrar futuros lançamentos para a plataforma de 2017. O ano que vem, inclusive, pode ser o último em que ouviremos falar de lançamentos de novos jogos para o console, o que não é necessariamente um problema.
A biblioteca do Switch original é bem recheada, o que garante muito tempo de diversão mesmo sem jogos novos. Jogadores chegam a transformar o híbrido em uma máquina de emulação, em especial nos primeiros modelos e revisões do dispositivo.
:quality(85)/8d1f3731-0e8b-478e-a3c5-bd22d8c38faf.png)
A preocupação que fica é como a Nintendo irá lidar com questões de suporte, servidores e serviços online do sistema. Fabricantes de consoles não têm lá um bom histórico de suporte a plataformas antigas, ainda mais na era digital. Em 2022, por exemplo, a empresa encerrou a eShop nos consoles Wii U e Nintendo 3DS, cerca de uma década depois do lançamento desses sistemas.
A única certeza que temos é que vamos ouvir falar do Nintendo Switch por muitos anos. O híbrido destacou o ponto mais forte da Big N, a inovação e criatividade em mostrar um hardware nunca antes visto que atende uma demanda dos jogadores cada vez maior: portabilidade. O console ainda deve ser tópico em discussões sobre hardware, emulação e videogames retrô.
{{WHATSAPP_CHANNEL}}