O Banco Central instituiu um grupo de estudo para reforçar a segurança de mensagens do Pix. A medida visa conter o uso indevido da plataforma de pagamentos para enviar mensagens ofensivas e intimidatórias durante transferências.
Os detalhes foram revelados no Relatório de Gestão do Pix de 2023 a 2025, apresentado nesta segunda-feira (10). Segundo a instituição, o campo de mensagem tem sido utilizado para encaminhar xingamentos e até ameaças em transferências de valores irrisórios.
A iniciativa chega com objetivo de discutir alternativas para preservar a integridade do instrumento e garantir a boa experiência dos usuários. A ideia é aplicar as melhorias sem comprometer as características atuais do Pix.
“Com base nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo de mensagens”, diz o documento.
Apesar do anúncio, não há previsão de lançamento de novidades no Pix para ampliar a moderação das mensagens.
Pix por aproximação off-line
Demais propostas para o futuro, que ainda seguem em análise, foram antecipadas nesta semana. Entre elas, o Pix por Aproximação off-line, que permitiria o uso da modalidade mesmo sem internet, assim como ocorre com cartões de crédito e débito com NFC.
A ideia é buscar uma solução para fazer transações tanto por celulares e wearables quanto por cartões de plástico e tags.
“Criar novas formas de iniciar transações ataca um dos principais obstáculos identificados para ampliar o acesso do Pix para a população brasileira, principalmente para a parcela com dificuldades de conectividade e com menor educação digital”, aponta o relatório.
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