BMW "copia" Tesla e coloca robôs para trabalhar na fábrica

A BMW resolveu "copiar" a estratégia anunciada recentemente pela Tesla e avisou que deu início a um projeto-piloto para utilizar robôs humanoides na linha de produção de sua unidade em Leipzig, na Alemanha, em uma tentativa de integrar inteligência artificial diretamente ao processo industrial.

Esse movimento marca uma etapa além da automação tradicional de braços robóticos e esteira de montagem, já bastante comuns na indústria automotiva. Em vez disso, a BMW joga suas fichas em “Physical AI”, sistema que combina inteligência artificial com máquinas físicas (robôs) capazes de aprender e desempenhar tarefas com certa autonomia.

O projeto, que se baseia em experiências anteriores realizadas na fábrica de Spartanburg, nos Estados Unidos, leva à Europa uma abordagem inovadora na produção, mas também levanta questões sobre o futuro da mão de obra no setor e os limites entre automação e trabalho humano.

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Primeiros passos dos robôs humanoides na fábrica da BMW

A introdução dos robôs começou com testes realizados ainda em dezembro de 2025, na unidade de Leipzig, e a fase de testes foi planejada para se estender até o início da primavera europeia de 2026, quando está prevista a entrada em operação do programa-piloto mais amplo.

Projeto-piloto da BMW prevê robôs humanoides dividindo espaço com humanos nas fábricas da marca (Imagens: Divulgação/BMW)

Os robôs que vão atuar nessa fase são fornecidos pela Hexagon Robotics, divisão especializada em “Physical AI” da empresa suíça-sueca Hexagon. Um dos modelos em avaliação é o humanoide AEON, projetado com um corpo humanóide e mobilidade dinâmica, capaz de trocar ferramentas e realizar uma série de operações com precisão.

A intenção da BMW é utilizar esses robôs em áreas produtivas, como a montagem de baterias de alta tensão, considerada exigente em termos de segurança e repetitividade. Além disso, os humanoides integrarão o processo de fabricação de componentes, no qual a presença de um agente automatizado com mobilidade parecida com a humana pode trazer vantagens sobre os braços robóticos tradicionais.

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