Campanha de phishing mira executivos no LinkedIn com falsos convites de emprego

Uma nova campanha de phishing no LinkedIn, identificada por especialistas de segurança da ReliaQuest, tem como alvo executivos que usam a plataforma, espalhando anúncios falsos de emprego para enganá-los.

Segundo os pesquisadores, o caso envolve táticas sofisticadas de phishing a partir da combinação de “projetos de testes legítimos de intrusão em Python e carregamento lateral de DLLs" para impulsionar publicidades falsas de oportunidades de trabalho para “alvos de alto valor”.

O relatório aponta que as vítimas são selecionadas cuidadosamente para ataques direcionados. O modus operandi aposta no envio de um convite para um projeto empresarial que possa ser do interesse do usuário, ou uma vaga de emprego que parece imperdível.

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Como o ataque ocorre

Uma vez que o executivo entra em contato com o falso anúncio de emprego, ele é instruído a clicar em um link que instala no dispositivo um arquivo autoextraível do WinRAR. Geralmente, o material vem personalizado, usando o nome e o cargo da pessoa para apresentar um plano de projeto.

Campanha sofisticada no LinkedIn envia convites falsos para executivos (Imagem: Nathana Rebouças/Unsplash).

Assim que o executivo abre o arquivo malicioso, vários arquivos são extraídos automaticamente. Depois, a vítima abre o leitor de PDF da pasta, sem saber que está abrindo um documento corrompido, uma ação que abre espaço para o carregamento lateral de uma DLL comprometida que executa o código criminoso. Nenhuma dessas atividades acende alertas de segurança no sistema.

Para completar a operação, a DLL adiciona uma chave de “Executar” no Windows para estabelecer persistência, enquanto executa um interpretador Python. No final da ação, o dispositivo da vítima é infectado por um trojan de acesso remoto (RAT), que se comunica com o servidor de comando e controle para roubar dados.

Em nota ao Canaltech, o LinkedIn afirmou que suas equipes "atuam nos bastidores para identificar e bloquear a maioria dos golpes antes mesmo que cheguem aos nossos membros e clientes". A empresa também recomenda que os usuários denunciem atividades suspeitas e reforça que oferece recursos na Central de Ajuda "com orientações sobre como identificar mensagens fraudulentas e o que fazer caso um link malicioso seja acessado".

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