Uma criança de 3 anos foi diagnosticada com mais de 5 graus de miopia nos dois olhos após passar várias horas por dia usando o celular. O caso ocorreu na província de Henan, na China; segundo o relato, os pais recorriam ao aparelho como uma espécie de “babá eletrônica” para entreter o filho durante a rotina agitada da família.
A criança permanecia de cinco a seis horas diárias diante da tela, um hábito que chamou a atenção dos especialistas pelo tempo de exposição em uma idade tão precoce.
De acordo com Chu Ruixue, vice-chefe de medicina do departamento de oftalmologia do Hospital Infantil de Henan, a falta de acompanhamento e de intervenção precoce pode aumentar o risco de complicações oculares graves. Entre os problemas citados estão descolamento de retina, glaucoma, catarata e até cegueira irreversível.
O caso reforça a importância de acompanhar a saúde visual das crianças e limitar o contato com telas, especialmente nos primeiros anos de vida.
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Como identificar sinais de problemas de visão
Os pais devem observar comportamentos que podem indicar dificuldade para enxergar ou esforço visual excessivo. Entre os sinais de alerta estão:
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Franzir ou apertar os olhos para enxergar objetos distantes, a televisão ou a lousa na escola;
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Inclinar a cabeça para um dos lados ao estudar ou assistir a vídeos;
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Piscar com frequência incomum.
Esses comportamentos não confirmam, por si só, um diagnóstico de miopia. Caso apareçam, é importante procurar um oftalmologista para avaliar a visão da criança.
As recomendações apresentadas pelos especialistas chineses são restritivas para a primeira infância. Para crianças de 0 a 3 anos, a orientação é evitar completamente dispositivos eletrônicos com tela, como celulares, tablets e computadores. Entre 3 e 6 anos, a recomendação é reduzir ao máximo o contato com esses aparelhos.
O tempo de tela não deve substituir brincadeiras, atividades físicas, interação com familiares e outras experiências importantes para o desenvolvimento infantil.
É importante ressaltar que o caso relatado não permite concluir que o celular, isoladamente, tenha causado todo o grau de miopia da criança. A condição pode envolver diferentes fatores, incluindo predisposição genética e hábitos visuais.
Ainda assim, o uso prolongado de telas merece atenção e consultas oftalmológicas são fundamentais para identificar alterações e orientar o tratamento adequado.
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