
De imediato, comprar um celular novo sempre parece a opção mais segura. O problema está no preço: muitos modelos premium ainda são vendidos por valores bem proibitivos.
- Mercado de produtos recondicionados cresce mais de 150% no Brasil
- Recondicionado ou seminovo? Saiba a diferença e qual vale mais a pena
Isso abriu espaço para o crescimento dos aparelhos recondicionados — produtos usados que passaram por revisão, troca de peças e testes antes da revenda. Até que ponto vale a pena apostar em um desses? O Canaltech explica:
O desconto realmente compensa?
Para responder, comparamos preços de modelos populares em estado novo e recondicionado. Os números mostram que, em alguns casos, a economia passa de R$ 1 mil. Em outros, o risco simplesmente não vale a pena.
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Os preços foram checados em lojas conceituadas como Magazine Luiza, Amazon, KaBuM!, iPlace e Trocafone.
Modelo Condição Faixa de preço (mai/2026) Economia frente ao novo Vantagem principal Principal risco Galaxy S25 (256 GB) Novo R$ 3.900 a R$ 4.200 — Garantia integral, bateria nova e maior vida útil Preço mais alto Galaxy S25 (256 GB) Recondicionado / seminovo premium R$ 3.500 a R$ 3.800 R$ 300 a R$ 700 Economia moderada mantendo hardware atual Diferença pequena pode não compensar iPhone 17 (128 GB) Novo R$ 5.900 a R$ 6.300 — Atualizações longas e maior valor de revenda Investimento inicial elevado iPhone 17 (128 GB) Recondicionado R$ 4.900 a R$ 5.400 R$ 700 a R$ 1.200 Entrada mais barata no ecossistema Apple Bateria e histórico de uso Galaxy S24 FE (256 GB) Novo R$ 2.700 a R$ 3.000 — Melhor custo-benefício da linha premium Samsung Concorrência forte na mesma faixa Galaxy S24 FE (256 GB) Recondicionado R$ 2.200 a R$ 2.500 R$ 400 a R$ 800 Desconto relevante Possível desgaste estético iPhone 16 (128 GB) Novo R$ 4.900 a R$ 5.200 — Desempenho forte e suporte longo Queda de preço lenta iPhone 16 (128 GB) Recondicionado R$ 4.000 a R$ 4.500 R$ 500 a R$ 1.100 Economia interessante em modelo recente Saúde da bateria abaixo do idealQuando o recondicionado realmente vale a pena?
O recondicionado faz mais sentido quando o desconto é grande. Pegando o exemplo do Galaxy S24 FE, a economia frente ao novo pode chegar perto de R$ 800 dependendo da loja. Nesse cenário, o custo-benefício melhora bastante.
Já no caso do Galaxy S25 usado, a diferença encontrada ficou perto de apenas R$ 270 em relação ao modelo novo. Aí a conta muda: vale abrir mão de garantia integral e bateria nova por tão pouco? Provavelmente não.
Nos iPhones, a situação costuma ser diferente. O valor dos aparelhos usados cai menos, então um recondicionado pode continuar interessante por mais tempo.
Os riscos que quase ninguém olha
O primeiro ponto é a bateria. Mesmo quando o aparelho funciona perfeitamente, ela pode ter perdido capacidade ao longo do tempo. Em celulares premium usados por dois anos, encontrar saúde abaixo de 85% não é raro.
O segundo problema envolve reparos anteriores. Troca de tela, conectores e câmeras podem alterar desempenho ou resistência. Também existe a questão da garantia: o novo geralmente traz cobertura integral do fabricante; já o recondicionado depende da loja responsável.
Por isso, diferença pequena de preço raramente compensa.
Então qual vale mais a pena?
A regra prática é simples:
- Economia abaixo de 15%: prefira o novo;
- Entre 20% e 30%: o recondicionado começa a ficar interessante;
- Acima de 35%: vale analisar seriamente.
Para modelos intermediários premium, como o Galaxy S24 FE, o recondicionado já faz bastante sentido. Para aparelhos mais recentes como o Galaxy S25, a diferença ainda é pequena demais.
No caso do iPhone 17, tudo depende do desconto: iPhones mantêm valor alto por muito tempo, então ofertas recondicionadas costumam continuar competitivas. Dito isso, a pergunta mais correta seria: o quanto você está disposto a assumir esse risco?
Leia a matéria no Canaltech.