
O chuveiro elétrico não é apenas um dos vilões da conta de luz; ele é o maior deles. Nenhum outro eletrodoméstico, nem mesmo o ar-condicionado ou o micro-ondas, chega perto da potência exigida para aquecer a água instantaneamente, que varia entre 5.500W e 7.500W. Especialistas definem o aparelho como uma solução barata na hora da compra, mas extremamente cara durante o uso.
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Com base nas orientações de Ewaldo Mehl, professor de elétrica da UFPR, listamos quatro caminhos para diminuir esse custo e melhorar a eficiência do banho.
Trocar o modelo multitemperatura pelo eletrônico
A primeira ineficiência costuma estar no próprio equipamento. Os chuveiros comuns, chamados de "multitemperatura", possuem posições fixas (Inverno/Verão). Muitas vezes, a opção "Verão" é fria demais e a "Inverno" é excessivamente quente, o que obriga a pessoa a abrir muito o registro, e gastar mais água, ou a misturar água fria, e desperdiçar energia máxima sem necessidade.
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A solução indicada é o chuveiro eletrônico, identificável pela haste ou botão giratório. Ele permite o ajuste exato da temperatura. Uma estratégia eficiente é começar o banho com a água mais quente e, conforme o corpo se acostuma ou o banheiro aquece, diminuir a potência gradualmente, o que gera economia real de energia.
Investir no sistema híbrido solar
Para quem mora em casa, a melhor eficiência energética possível é o sistema misto: aquecedor solar com apoio elétrico, o chamado boiler. A vantagem é óbvia: o sol é gratuito, e o sistema elétrico entra em ação apenas para complementar o aquecimento quando necessário.
O professor faz um alerta sobre a qualidade dos materiais. Sistemas caseiros feitos com PVC pintado de preto tendem a ressecar e rachar rapidamente. O ideal é utilizar coletores de inox ou vidro com garantia, que oferecem durabilidade e eficiência térmica comprovada.
Aquecimento a gás, mas com ressalvas
O gás é uma alternativa muito eficiente para quem busca banhos confortáveis, especialmente em regiões frias onde o chuveiro elétrico comum não dá conta. No entanto, a instalação em apartamentos prontos que não foram projetados para isso é uma barreira complexa.
O sistema exige chaminés, ventilação adequada e vistoria dos Bombeiros. Improvisos, como colocar botijões dentro do apartamento, são proibidos e perigosos. Portanto, essa opção é recomendada apenas se o prédio já possuir a estrutura ou se o imóvel estiver em fase de construção ou reforma pesada.
Atenção à fiação elétrica
Um vilão oculto do consumo é a instalação elétrica inadequada. Por economia, muitas pessoas utilizam fios mais finos que o necessário, visto que o cobre tem custo elevado. Se o fio é fino demais para a potência do chuveiro, ocorre o "Efeito Joule": a fiação esquenta excessivamente.
Na prática, o morador paga para aquecer a parede e a fiação, e não a água. A recomendação é revisar a instalação, pois fio quente representa dinheiro jogado fora e risco real de incêndio.
O que não funciona
Por fim, é importante desmistificar algumas práticas. Regular a vazão de água ao abrir pouco o registro não economiza energia. Se o chuveiro estiver ligado em uma potência alta, ele gastará aquela energia independentemente se cai muita ou pouca água.
Já fechar o chuveiro para se ensaboar gera economia, mas é classificado pelo especialista como desconfortável e impraticável durante o inverno em regiões frias.
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