Como saber a saúde da bateria do carro elétrico? Novo teste responde

A AE Volt Brasil já iniciou as atividades no Brasil para realizar a certificação técnica da bateria de carros elétricos e híbridos representando a MOBA. Trata-se de uma companhia francesa que criou a primeira tecnologia do mundo com certificação CARA Approved Battery Health Check, o padrão técnico de diagnóstico europeu da saúde da bateria de carros elétricos e híbridos.

Com investimento inicial de R$ 5 milhões, a companhia passa a oferecer diagnósticos rápidos em concessionárias e leiloeiras com facilidade e muita tecnologia: basta conectar um dispositivo à porta de diagnóstico dos carros.

Carro elétrico carregando

O equipamento investiga a capacidade atual das células, resistência interna e oscilações de temperatura, e depois emite um laudo com código QR em menos de dois minutos. Além do diagnóstico em tempo real, o sistema integra recursos de inteligência artificial para compilar dados sobre durabilidade e falhas recorrentes nas frotas circulantes.

Diagnóstico da bateria em carros elétricos

A iniciativa veio para preencher a lacuna da certificação dos eletrificados que ainda persiste no mercado de seminovos após o avanço nas vendas de eletrificados no primeiro semestre. Como a bateria é, sozinha, responsável por até metade do preço do carro, a falta de um padrão independente de avaliação do estado de um componente tão importante gerava incertezas na precificação e na negociação dos modelos usados.

Aliás, a bateria é um componente tão delicado nos carros elétricos que se torna também a responsável por dar “PT” mesmo em batidas pequenas: dependendo de onde o impacto ocorrer, o custo da mão de obra especializada é tão alto que as seguradoras não arcam com as despesas, e os motoristas se veem obrigados a adquirir novos veículos.

Agora, a operação começa com 130 equipamentos disponíveis em pontos estratégicos de estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A meta da companhia é fechar o ano com mil unidades ativas espalhadas por 15 estados brasileiros, estruturando uma rede técnica especializada até 2027.

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