
A Copa do Mundo de 2026 começa em 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, e já movimenta o mercado de apostas esportivas antes mesmo da bola rolar.
- Brasil coloca o português como um dos idiomas mais ouvidos no Spotify
- Dua Lipa processa Samsung por motivo inusitado e pede ao menos US$ 15 milhões
Uma pesquisa da Creditas em parceria com a Opinion Box, divulgada nesta semana, mostra que 56% dos brasileiros consideram apostar em bets ou bolões durante o torneio. O percentual sobe para 70% entre jovens de 18 a 24 anos.
O levantamento ouviu 561 pessoas acima de 18 anos de todas as regiões do Brasil entre 15 e 22 de abril, com margem de erro de 4,1 pontos percentuais.
-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-
Apostas como saída financeira
O número de intenções de aposta preocupa, mas a motivação por trás delas é ainda mais alarmante.
Dos entrevistados que pretendem apostar, 54% citam diversão e entretenimento como razão principal, porém, um em cada três afirma que vê a “bet” como forma de aumentar o orçamento. 31% querem usar eventuais ganhos para cobrir gastos com a própria Copa, e 15% para quitar dívidas.
O Brasil foi o país que mais gastou com apostas em 2024 e estima que cerca de 25 milhões de CPFs realizaram ao menos uma aposta, com pelo menos quatro contas abertas por CPF, o equivalente a mais de 100 milhões de transações ativas.
Endividados apostam mais
Entre quem já tem dívidas, a intenção de apostar chega a 79%, ante 48% entre os que afirmam não ter pendências financeiras. Ou seja, endividados têm 1,6 vez mais probabilidade de apostar do que os demais.
Essa parcela também é a que mais associa as plataformas a ganhos rápidos: 44% dos endividados veem as bets como alternativa de renda, índice próximo ao de jovens entre 18 e 24 anos, dos quais 48% fazem a mesma associação.
Copa como gatilho de consumo descontrolado
O problema vai além das apostas. Segundo o estudo, 26% dos entrevistados já chegam endividados ao início do campeonato, e, desse grupo, 47% pretendem gastar ainda mais durante as partidas.
Entre jovens de 18 a 24 anos, 89% pretendem desembolsar ao longo do torneio, e 30% admitem topar contrair dívidas para isso. Em termos gerais, 20% dos brasileiros dizem aceitar se endividar pela possível conquista do Hexa.
Dos entrevistados que planejam gastar durante a Copa, 80% admitem que podem fazer isso sem planejamento financeiro.
A maior parte dos gastos previstos está em comidas e bebidas (51%), produtos esportivos oficiais (23%) e festas e eventos (20%). A maioria dos brasileiros (73%) deve gastar mais de R$ 100. Quase metade (47%) afirma que os gastos tendem a crescer a cada vitória da Seleção.
Leia a matéria no Canaltech.