
A forte alta nos preços das memórias RAM transformou o segundo trimestre de 2026 em um período histórico para a Samsung, que registrou um lucro operacional de 89,4 trilhões de won (cerca de R$ 305), superando os maiores lucros trimestrais já alcançados por Apple e NVIDIA.
A Samsung anunciou receita de 171 trilhões de won ( aproximadamente R$ 574,7 bilhões) no segundo trimestre de 2026. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a receita cresceu mais de 129%, enquanto o lucro operacional disparou mais de 1.800%.
Grande parte desse desempenho está ligada ao aumento expressivo dos preços das memórias DRAM e NAND, impulsionado pela forte demanda por inteligência artificial, servidores e data centers.
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O desempenho também impressiona quando comparado às gigantes da tecnologia. O maior lucro operacional trimestral da Apple era de aproximadamente US$ 50,9 bilhões (cerca de R$ 260,9 bilhões), enquanto a NVIDIA havia alcançado US$ 53,5 bilhões (aproximadamente R$ 274,3 bilhões).
Com quase R$ 305,6 bilhões em lucro operacional em apenas três meses, a Samsung estabeleceu um novo patamar entre empresas privadas de tecnologia.
Apenas a gigante petrolífera estatal saudita, a Aramco, já havia registrado um lucro operacional superior, com US$ 86,5 bilhões (cerca de R$ 443,5 bilhões) no segundo trimestre de 2022.
Resultado poderia ter ultrapassado R$ 364 bilhões
Segundo estimativas, a Samsung reservou aproximadamente 17 trilhões de won (cerca de R$ 57,1 bilhões) para pagamento de bônus de desempenho aos funcionários, a fim de evitar uma greve.
Sem essa provisão contábil, o lucro operacional teria chegado a cerca de 106,5 trilhões de won, equivalente a aproximadamente R$ 358 bilhões (mais de US$ 70 bilhões).
Isso significa que, em termos de desempenho operacional, a empresa teria ultrapassado pela primeira vez a marca simbólica de 100 trilhões de won, o equivalente a cerca de R$ 336,1 bilhões, em apenas um trimestre.
Greve e bônus para funcionários
Parte desse bônus veio em ações da empresa. O programa prevê distribuição equivalente a 10,5% dos lucros da divisão em bônus acionários, além de 1,5% em pagamentos diretos em dinheiro.
O que acontece é que, com os resultados bilionários da Samsung, sindicatos passaram a exigir uma participação maior nos lucros da empresa. Entre as reivindicações estavam bônus mais elevados e mudanças na estrutura de remuneração dos trabalhadores da divisão de chips.
A tensão aumentou a um ponto da Samsung a reduzir temporariamente parte da operação em algumas fábricas. Esse recorde da Samsung mostra como a crise da RAM mudou o equilíbrio da indústria de semicondutores. Enquanto a demanda por inteligência artificial continua pressionando a oferta de memórias, a fabricante sul-coreana colhe resultados históricos e supera gigantes.
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