O negócio de data centers se consolidou como o principal motor de receita da AMD no segundo trimestre de 2026. No período, o segmento faturou US$ 6,7 bilhões, uma alta de 107% na comparação anual.
O valor corresponde a aproximadamente 58% da receita total da AMD, segundo o relatório divulgado nesta terça-feira (4). A empresa atribuiu o crescimento à forte demanda pelos processadores EPYC e pelas GPUs Instinct, voltadas a servidores e cargas de inteligência artificial.
“Entregamos um trimestre excelente, com receita e lucratividade recordes, uma vez que a receita do segmento de data centers mais do que dobrou em relação ao ano anterior”, disse a presidente do conselho e CEO da AMD, Lisa Su.
A executiva também destaca que a IA impulsiona uma “expansão significativa na demanda por capacidade computacional” em todos os mercados da empresa.
Receita recorde e lucro maior
Na soma de todos os segmentos, a AMD registrou receita recorde de US$ 11,5 bilhões, uma alta de 50% em um ano e de 13% no trimestre. Já o lucro líquido chegou a US$ 2,2 bilhões, avanço anual de 163%.
Também houve uma virada operacional: o prejuízo de US$ 134 milhões do segundo trimestre de 2025 deu lugar a um lucro operacional de US$ 1,9 bilhão neste ano.
“A receita aumentou 50% em relação ao ano anterior, atingindo o recorde de US$ 11,5 bilhões, impulsionada pelo desempenho sólido contínuo do nosso segmento de data centers”, afirmou a vice-presidente executiva, diretora financeira e tesoureira da AMD, Jean Hu.
Em julho, a AMD também apresentou a geração Instinct MI400, o rack Helios, processadores EPYC 9006 e outras novidades no Advancing AI 2026.
Ainda de acordo com a companhia, o segundo semestre iniciou com o avanço da demanda por EPYC e Helios, além da escala de implementações de Instinct. Para o terceiro trimestre, a AMD projeta receita total de cerca de US$ 13 bilhões.
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