Depois da Motorola, Samsung também aumenta de preços de celulares devido à crise

A crise global de chips já começa a impactar diretamente o consumidor final. Após reajustes feitos pela Motorola, agora foi a vez da Samsung aumentar os preços de alguns de seus smartphones, um movimento que reflete o encarecimento de componentes essenciais como memória RAM e armazenamento.

A Samsung realizou um aumento silencioso nos preços do Galaxy Z Fold 7, um de seus celulares mais avançados. Nos Estados Unidos, a versão com 1TB de armazenamento passou de US$ 2.419,99 (R$ 12.125) para US$ 2.499,99 (R$ 12.526), um aumento de US$ 80 (para fins de compreensão, ficaria R$ 400, em conversão direta).

O mesmo reajuste foi aplicado ao modelo de 512GB, que subiu de US$ 2.119,99 (R$ 10.622) para US$ 2.199,99 (R$ 11.023). Já a versão base, com 256GB, permanece com o preço original de US$ 1.999,99 (R$ 10.021), por enquanto.

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A empresa não comentou oficialmente a mudança, mas tudo indica que a decisão está diretamente ligada à atual crise global de componentes, especialmente memória RAM e armazenamento.

Galaxy Z Fold 7 enfrenta aumento por causa da crise (Imagem: Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

O que está por trás da crise de chips

O principal fator por trás dessa alta de preços está na mudança estratégica dos fabricantes de memória. Empresas como Samsung, SK hynix e Micron estão priorizando a produção de chips mais lucrativos, voltados para inteligência artificial, como as memórias HBM usadas em data centers.

Então vemos menos oferta de componentes tradicionais usados em smartphones. Com menor disponibilidade e maior demanda, os preços sobem e as fabricantes de celulares acabam repassando esse custo ao consumidor.

Dados de mercado já mostram o impacto: em 2025, o custo de produção de smartphones aumentou cerca de 25% nos modelos básicos, 15% nos intermediários e 10% nos premium. Para 2026, a expectativa é de novos aumentos entre 10% e 15%.

Tendência global: celulares mais caros

O caso da Samsung não é isolado. A Motorola já havia reajustado preços recentemente em modelos como o Moto G35 e o Edge 60 Fusion, seguindo a mesma tendência do mercado.

A estimativa de especialistas do setor é que a crise pode ser ainda mais severa do que a escassez de chips durante a pandemia, levando em conta que a demanda por inteligência artificial está remodelando toda a cadeia de produção.

Além do aumento direto nos preços, há outro efeito colateral: a chamada “reduflação”. Para evitar assustar consumidores, fabricantes podem lançar aparelhos com especificações mais modestas pelo mesmo preço, como menos RAM ou armazenamento.

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