Drone voa a 730 km/h com "hélice de serrote" e bate recorde mundial; veja vídeo

Um drone quebrou o recorde mundial ao atingir 730 km/h durante um voo de testes. O projeto, apelidado de “Blackbird”, foi desenvolvido por dois entusiastas da aviação e chamou atenção principalmente pelo uso de hélices de fibra de carbono com bordas em formato de serrote.

O grande diferencial do Blackbird está nessas hélices que, diferente dos modelos tradicionais, elas possuem um ângulo mais agressivo, permitindo maior eficiência em velocidades elevadas.

Além disso, as bordas serrilhadas ajudam a controlar o fluxo de ar ao redor das pás. Esse design cria pequenos vórtices que reduzem turbulências e evitam perda de eficiência em alta velocidade.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Segundo os criadores, isso permitiu que o drone mantivesse estabilidade mesmo em velocidades extremas, algo essencial para superar a marca anterior.

Velocidade impressiona até especialistas

Durante os testes, o drone alcançou o equivalente a cerca de 730 km/h. Para comparação, aviões comerciais costumam voar a aproximadamente 900 km/h em velocidade de cruzeiro. Veja o vídeo:

Apesar do resultado extraordinário, os testes não foram simples. Em uma das tentativas, o drone perdeu sinal devido à intensidade da velocidade e acabou destruído após a queda. Ainda assim, a equipe conseguiu continuar os testes com uma segunda unidade.

Tentativa oficial pode acontecer em breve

Mesmo com danos após o pouso final, os desenvolvedores acreditam que o Blackbird ainda pode voltar aos céus para uma tentativa oficial de homologação do recorde.

O feito do drone que voa a 730 km/h com "hélice de serrote" e bate recorde mundial também reacende o interesse por drones de corrida e projetos experimentais e sugere que a combinação entre impressão 3D, engenharia e aerodinâmica ainda tem muito espaço para evoluir. E se quiser começar, veja os 3 melhores drones para amadores

Leia a matéria no Canaltech.