O grupo de investidores integrado pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), Silver Lake e Affinity Partners concluiu a aquisição da Electronic Arts por US$ 55 bilhões nesta terça-feira (4). O negócio, anunciado em setembro de 2025, pode gerar demissões em massa e cortes de gastos bilionários.
Com a conclusão da aquisição, a EA assumirá uma dívida de US$ 18 bilhões, de acordo com o jornalista da Bloomberg Jason Schreier. Isso acontecerá por conta da natureza da negociação como uma aquisição alavancada, tipo de operação que utiliza empréstimos e coloca os próprios assets e o fluxo de caixa futuro da empresa adquirida sendo usados como garantia, como destaca o portal VGC.
A produtora ficará responsável por pagar US$ 1,8 bilhão por ano em juros. "O EBITDA anual da EA é de cerca de US$ 1,5 bilhão, o que deve ser suficiente para cobrir os pagamentos de juros", comentou o jornalista.
Schreier destaca que, apesar da cobertura dos juros, a editora afirmou aos investidores que cortará US$ 700 milhões em custos anuais. Desse montante, US$ 170 milhões serão cortados em "eficiências organizacionais", o que, segundo ele, significa demissões em massa.
:quality(85)/87d68028-7b6f-466c-b320-a97eb1e0864d.jpeg)
Vale destacar que a Electronic Arts tem realizado uma série de demissões em massa nos últimos anos. Em 2025, a empresa cortou entre 300 e 400 posições, incluindo cerca de 100 colaboradores na Respawn Entertainment. Neste ano, a publisher demitiu um número não revelado de funcionários de estúdios envolvidos em Battlefield 6, mesmo depois de um ano estelar para o FPS, que superou Call of Duty: Black Ops 7.
Em um comunicado à imprensa, o CEO da EA, Andrew Wilson, afirmou: "Este momento reconhece as pessoas extraordinárias cuja criatividade, ambição e paixão tornaram a EA uma das empresas líderes mundiais em entretenimento interativo". A afirmação acontece após cortes de funcionários. Além disso, conforme documento encontrado pelo Eurogamer, o CEO recebeu um total de US$ 38.649.984 no ano fiscal anterior.
Ainda no comunicado, Wilson destacou que o grupo de investidores formado pelo PIF e outras duas empresas compartilha da visão e da ambição da EA. "Juntos, investiremos audaciosamente, aceleraremos a inovação e construiremos a próxima geração de games e experiências para as centenas de milhões de jogadores e fãs que nos inspiram todos os dias", destaca.
Electronic Arts apostará em IA e corte de gastos
No mês em que a EA anunciou sua venda, uma reportagem do Financial Times destacou que o negócio se apoiava em cortes significativos nos custos operacionais da editora com o uso de Inteligência Artificial.
:quality(85)/7ef61eee-6484-46ef-9e4a-eed4c9456acb.png)
A editora já mostrava interesse no uso de IA em seu negócio antes mesmo da conclusão da aquisição. A EA, por exemplo, criou uma divisão para "enfiar mais propaganda na goela" dos jogadores.
{{WHATSAPP_CHANNEL}}