
A LG levou para casa o troféu de “TV do ano” no Prêmio Canaltech de 2026 graças à OLED evo AI C5, que ao longo do último ano virou uma espécie de referência silenciosa entre quem testa TV o tempo todo. Não é o tipo de produto que tenta chamar atenção com uma novidade mirabolante. Ela simplesmente entrega imagem melhor que o resto.
Isso acontece porque o painel OLED funciona de forma diferente do que você encontra em praticamente qualquer outra TV. Modelos LCD, QLED e derivados ainda dependem de uma luz traseira passando pelos pixels. Na prática, isso limita principalmente o preto, que nunca é totalmente preto — sempre fica aquele cinza disfarçado.
No OLED, cada pixel acende sozinho. E, quando precisa mostrar preto, ele simplesmente apaga. É por isso que o contraste parece “infinito” e porque cenas escuras têm muito mais profundidade. Não é exagero: quando você sai de uma TV comum para uma OLED desse nível, a diferença é imediata.
-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-
Isso fica claro no uso real. Assistindo a um filme à noite, por exemplo, áreas escuras deixam de ser um borrão e passam a mostrar detalhe de verdade. Em séries com fotografia mais pesada, você começa a enxergar textura onde antes parecia tudo chapado.
Mas o que mais chama atenção no dia a dia nem é isso — é o processamento. A OLED evo AI C5 traz o α9 Gen8, que é onde a LG vem refinando a experiência há anos. Na hora de assistir jornal de manhã, com aquele sinal comprimido da TV aberta, o modelo consegue limpar bastante a imagem.
Ela reduz ruído, melhora contorno e dá uma “organizada” geral sem deixar artificial demais. Não vira 4K real, obviamente, mas fica bem mais assistível.
O mesmo vale para vídeos antigos no YouTube ou transmissões esportivas com qualidade irregular. A TV trabalha o tempo todo tentando equilibrar nitidez e suavidade, e na maioria das vezes acerta mais do que erra.
Outro ponto que evoluiu foi o áudio. O AI Sound Pro agora simula um sistema de 11.1.2 canais e, na prática, cria uma sensação de som mais espalhado pela sala. Não substitui uma soundbar, mas já resolve para quem não quer complicação.
O design segue o padrão da linha OLED da LG: tela extremamente fina, bordas mínimas e um acabamento mais discreto. É o tipo de TV que some na parede quando está desligada.
Já no sistema, o webOS continua simples de usar e agora vem com promessa de atualizações por até cinco anos. Isso faz diferença, porque muita TV boa acaba envelhecendo mal por causa do software — não é o caso aqui.
Para jogos, a LG OLED evo AI C5 também é uma das mais completas. São 4K a até 144 Hz, com suporte a VRR, G-SYNC, FreeSync Premium e Dolby Vision Gaming. Ou seja: serve tanto para console quanto para PC sem virar gargalo.
Leia a matéria no Canaltech.