
O mercado global de inteligência artificial ganhou um novo capítulo na disputa entre o Ocidente e o Oriente. Jie Tang, CEO e fundador da startup chinesa Z.ai, rebateu publicamente uma previsão feita por Elon Musk na rede social X sobre a capacidade tecnológica da China em desenvolver modelos de fronteira.
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Enquanto o bilionário estimou que o país asiático levaria até o primeiro trimestre do próximo ano para alcançar o nível do modelo Fable 5 da Anthropic, o executivo chinês garantiu que o prazo será consideravelmente menor. "Não levará todo esse tempo", escreveu o executivo em uma resposta no X.
A manifestação expõe o avanço acelerado das empresas sediadas em Pequim, que tentam assumir a liderança do setor mesmo diante de sanções econômicas.
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Conforme dados publicados pelo portal Tom's Hardware, a Z.ai, anteriormente conhecida como Zhipu AI, se tornou uma das principais referências em IA na China. O modelo mais recente da empresa, o GLM-5.2, demonstrou em testes de desempenho resultados equivalentes aos sistemas Opus 4.7 e 4.8 da Anthropic, além de superar o GPT-5.5 da OpenAI e o Gemini 3.1 Pro do Google.
won’t take that long
— jietang (@jietang) June 18, 2026
Bloqueios regulatórios nos Estados Unidos
A Anthropic lançou globalmente o Fable 5, seu modelo comercial mais potente, mas enfrentou uma ordem de controle de exportação emitida pelo governo dos Estados Unidos apenas três dias após o lançamento.
A medida barrou o acesso de cidadãos estrangeiros à tecnologia sob a justificativa de que o sistema apresentava vulnerabilidades de segurança identificadas pela Amazon.
Diante da impossibilidade de garantir a conformidade total com as exigências de Washington, a Anthropic optou por retirar o Fable 5 e o Mythos 5 de operação globalmente. Essa ausência temporária de alternativas americanas no mercado abre espaço para que fornecedores chineses atraiam usuários que demandam ferramentas de processamento de última geração, caso consigam acelerar suas estreias.
Disputa pelo topo do mercado asiático
O avanço da Z.ai sinaliza uma tentativa de reconfigurar a liderança tecnológica dentro da própria China.
Até então, a DeepSeek despontava como o principal expoente do país desde o final de 2024. A promessa de Jie Tang de entregar um modelo da classe do Fable 5 nos próximos meses indica uma estratégia direta para desbancar a rival local e rivalizar com a infraestrutura mantida nos Estados Unidos.
O progresso ocorre mesmo com os sucessivos bloqueios aplicados pela administração americana, que restringem a venda de chips avançados de IA, softwares de design e maquinários para a fabricação de semicondutores em solo chinês. A persistência de quebras de patentes e inovações independentes por parte das empresas de Pequim mantém a paridade na corrida tecnológica global.
Em outro episódio da "guerra tecnológica" contra o Ocidente, o governo da China barrou a compra da Manus AI pela Meta.
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