Elon Musk quer "Starlink Pro Max" com satélites gigantes; entenda o plano

Elon Musk apresentou planos para uma nova rede de satélites da SpaceX. A estrutura foca no processamento de inteligência artificial diretamente no espaço. O projeto funciona como uma evolução complementar ao serviço tradicional da Starlink, só que com satélites gigantes que funcionariam como datacenters em órbita, quase como uma "Starlink Pro Max".

Os equipamentos que Musk propôs possuem proporções significativas, superando o comprimento da Estação Espacial Internacional, por exemplo. A maior parte desse comprimento é referente aos painéis solares de grande escala, que garantiriam a energia necessária para as operações de alta densidade.

O calor gerado pelo processamento intenso de dados passaria por radiadores integrados ao design para dissipar o calor sem gastar muita energia para isso. Como o espaço é muito gelado, os datacenters não gastariam muita energia nem água para se resfriarem, reduzindo o custo operacional significativamente.

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A versão inicial da tecnologia promete cerca de 100 kW de capacidade de computação para IA. Musk projeta que modelos futuros alcancem a faixa de megawatts por unidade, com o objetivo de reduzir custos operacionais em comparação aos centros de dados terrestres.

SpaceX projeta satélites maiores que a ISS para processar inteligência artificial no espaço (Imagem: Erick Teixeira/Canaltech)

Para sustentar a demanda por componentes, o empresário planeja a construção da Terafab, fábrica que deverá ser construída em Austin, nos EUA. O local produziria chips específicos capazes de suportar as condições adversas do vácuo e da radiação.

A SpaceX pediu autorização para lançar até 1 milhão desses dispositivos com o auxílio do foguete Starship. Musk acredita que o custo do processamento espacial cairá de forma acentuada nos próximos anos. A meta é superar a eficiência financeira das estruturas em terra firme.

Astrônomos expressam preocupação com o volume elevado de objetos em órbita. O excesso de luz pode interferir em observações científicas do céu noturno. A empresa afirma que desenvolve técnicas para mitigar o brilho das unidades e evitar possíveis colisões.

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