Luis Rezende, presidente da Volvo para as Américas, fez um alerta para quem dirige um SUV elétrico EX30 no Brasil: os condutores devem ter atenção ao recall realizado pela marca em função de problemas na bateria e respeitar rigorosamente o limite de 70% de carga.
O posicionamento foi reforçado durante entrevista ao podcast CBN Autoesporte. Em sua fala, o executivo destacou os riscos de acidentes provocados por falhas de fabricação nas células de alta tensão de unidades produzidas entre setembro de 2024 e outubro de 2025.
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O problema já atinge cerca de 5,6 mil veículos no mercado brasileiro e mais de 40 mil unidades globalmente. O que acontece é que o incidente ocorrido na montagem das células de energia pode levar a curtos-circuitos internos e superaquecimento dos componentes, de modo que torna-se necessária a substituição física dos módulos afetados.
Recall do EX30
A preocupação da Volvo não é sem motivo, e se intensificou após um veículo da linha pegar fogo em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em julho, e não houve feridos. Na ocasião, a fabricante confirmou que o carro incendiado estava na lista da campanha e que a combustão teve início aproximadamente uma hora depois de uma recarga completa a 100%.
A campanha do recall começou em julho, mas a troca das peças depende do cronograma de chegada do estoque às concessionárias. Até que a manutenção seja efetuada no veículo, a montadora reitera que a limitação do carregamento em 70% deve ser mantida como uma medida indispensável de segurança.
E não pense que o EX30 foi o único carro envolvido em incidentes do tipo. Um C40, outro carro elétrico da Volvo, pegou fogo no meio da rua em Curitiba em abril. O motorista conseguiu escapar do incêndio sem ferimentos.
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