Estúdio de Stellar Blade aplicará IA em seus próximos jogos

O diretor de Stellar Blade e CEO do estúdio Shift Up, Hyung-tae Kim, afirmou que seus próximos projetos serão produzidos com apoio da inteligência artificial. A revelação foi feita durante o evento 2026 Economic Growth Strategy, na Coreia do Sul. 

De acordo com o executivo, esta é a forma como encontraram para disputar com outras desenvolvedoras ao redor do mundo. “É uma ferramenta essencial para encarar de frente competidores como a China no mercado global”, afirmou. 

Ainda que Kim não tenha afirmado que Stellar Blade 2 seja feito com apoio das IAs, é seguro apontar que a sua produção contará com as diversas ferramentas disponíveis no mercado. O objetivo é igualar o nível contra projetos de estúdios chineses, europeus e norte-americanos. 

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Em um mercado que viu títulos como Black Myth: Wukong e Where Winds Meet, ambos da China, crescerem nos últimos anos, é compreensível que os estúdios sul-coreanos, como a Shift Up, tentem se manter relevantes na indústria e continuem a encantar o público — a qualquer custo, neste caso.

Imagem de Stellar Blade
Ainda não há data estabelecida para Stellar Blade 2 (Imagem: Divulgação/Shift Up)

Há alguns anos, o país era conhecido pelo seu desenvolvimento em massa de MMORPGs. No entanto, recentemente eles mudaram seu foco para trazer experiências AAA, como é o caso de Stellar Blade e Lies of P. Em 2025, The First Berserker: Khazan foi um dos destaques do ano. 

Se levar em conta que de 2026 em diante veremos projetos grandes como GTA VI, The Witcher IV, The Elder Scrolls VI, Intergalactic: The Heretic Prophet e outros games de estúdios aclamados, não é de se estranhar que estejam em fase de preparação para competir com alguns deles. 

Stellar Blade 2 provocará demissões?

O diretor de Stellar Blade reforça que o uso da inteligência artificial não significa a demissão dos profissionais que trabalham na Shift Up. Ele explica que isso é apenas para aprimorar o que eles já fazem durante o processo de desenvolvimento.

“O amplo uso da IA não resultará em pessoas perdendo seus empregos, porque competir com indústrias maiores como a China e dos EUA não vai exigir apenas usar toda a força de trabalho disponível, mas também a proficiência de todos com a tecnologia”, revela o executivo.

Hyung-tae Kim também afirma que, desta forma, o trabalho de uma pessoa pode “ter o desempenho de até 100 funcionários” com o apoio destas ferramentas. 

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