
O “Relatório Impacto da IA Generativa no Direito – Edição 2026” mostrou que a Inteligência Artificial Generativa já virou rotina no setor jurídico. De acordo com o estudo, 77% dos profissionais do Direito usam IA pelo menos uma vez por semana, um salto em relação aos 55% registrados em 2025. A pesquisa foi feita por uma coalizão entre seccionais da OAB, Trybe, Jusbrasil e ITS Rio, com mais de 1.800 participantes em todo o Brasil.
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Além do crescimento acelerado, o estudo aponta que a parcela de profissionais que não utilizam IA caiu de 29% para 11% em apenas um ano. Entre as ferramentas mais usadas, o ChatGPT lidera com 58%, seguido pelo Gemini (34%) e pelo Jus IA (22%). Os principais casos de uso incluem a elaboração de peças processuais (76%), pesquisa jurídica (59%) e produção de pareceres e memorandos (58%).
O estudo aponta que quem usa IA com frequência costuma ter treinamento e apoio no trabalho. Entre esses profissionais, 60% já fizeram cursos sobre o tema. Já entre os que não usam IA, 78% nunca buscaram capacitação. Além disso, 79% dos usuários frequentes trabalham em locais que incentivam o uso, enquanto 82% dos não usuários estão em empresas que não estimulam a tecnologia.
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Mesmo com o crescimento, ainda existem preocupações sobre o uso responsável da tecnologia. 54% dos profissionais que usam IA com pouca frequência apontam a falta de confiança nos resultados. Outros 30% mencionam riscos de segurança e privacidade, e mais 30% destacam o custo das versões profissionais. Além disso, muitas empresas ainda não se organizaram, com 51% não tendo regras ou planos para adotar IA, e apenas 34% que reservam orçamento para ferramentas e treinamentos.
Ainda assim, o saldo é positivo para quem já adotou a ferramenta. Segundo o relatório, 84% afirmam que a IA atendeu ou superou as expectativas, reforçando os ganhos de produtividade e eficiência. Ao mesmo tempo, o estudo destaca que esse avanço exige mais governança, com regras internas e orientações claras para reduzir riscos.
Expectativa vs realidade da adoção de IA no Direito
O relatório aponta que a principal expectativa com a IA no Direito é ganhar produtividade. Para 78%, a tecnologia deve aumentar produtividade e escalabilidade no uso individual, enquanto 73% esperam esse impacto quando a adoção acontece nas organizações. Já a melhora na qualidade e conformidade técnica é esperada por 73% no uso individual e por 62% no uso institucional.
A pesquisa também aponta que a IA é vista como uma ferramenta para acelerar tarefas analíticas. Segundo o levantamento, 70% esperam aceleração da pesquisa e análise jurídica com a adoção individual, enquanto 61% projetam esse ganho quando a implementação ocorre dentro das empresas.
Na prática, os resultados foram considerados positivos. O relatório revela que 59% dos profissionais consideram que os resultados com o uso de IA superaram as expectativas e 25% afirmam que ficaram exatamente dentro do esperado. Apenas 6% relatam que os resultados ficaram abaixo do esperado, e 10% dizem que ainda é cedo para avaliar.
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