
A Nintendo sempre teve uma parceria honesta com distribuidores e revendedores, o que garante o sucesso de seus produtos e uma presença ampla no mercado internacional. Porém, em alguns momentos precisaram mostrar resistência às más práticas de mercado e já compraram briga até com a Amazon pelo que é “certo”.
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De acordo com Reggie Fils-Aimé, ex-presidente da divisão norte-americana da Big N, a companhia fez uma proposta um tanto “indecente” para a gigante japonesa no passado e tiveram de tomar medidas drásticas, o que barrou o avanço predatório da gestão de Jeff Bezos.
Ao NYU Game Center, o ex-presidente da Nintendo of America contou que era o fim da geração Wii e NDS quando recebeu a ligação de um executivo da Amazon. Pelo que se recorda, a figura “pediu uma quantia obscena de apoio financeiro” para que eles vendessem os consoles por valores abaixo dos praticados pelo Walmart.
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Fils-Aimé afirma que retrucou e disse que isso era “ilegal”, mas o ex-líder não hesitou em continuar a pressioná-lo. Então, tiveram de tomar um caminho mais enérgico que mudou a forma como a companhia e todo o mercado os enxergava:
“Eu organizei tudo e disse: ‘Olha, você não vai me pressionar. É assim que negociamos’”, reforçou e, logo após desligar o telefone, eles imediatamente pararam de vender seus produtos para a Amazon.
É importante ponderar que o relato de Reggie pode conter um certo “exagero”, por mais que ele tenha seu fundo de verdade. Parar de comercializar para a maior varejista do mundo soa absurdo, apesar de ser uma característica própria da Big N. No entanto, isso provavelmente foi revertido de forma veloz, já que ambos continuam a fazer negócios nos dias atuais.
A verdade sobre a Nintendo
Outro aspecto que reforça a história do executivo é a ampla presença da Nintendo no mercado. Eles nunca investiram em apenas um ponto de venda — isso não fazia parte de sua política nos anos 1980, e continua do mesmo modo até a década atual de 2020.
Claro que seria vantajoso para ambas fazerem um acordo ali, porém a companhia japonesa não queria prejudicar as demais, como a Walmart e outros lojistas que vendiam seus produtos. Botar isso a perder e “depender” apenas da Amazon seria ruim para seus negócios também.
Mesmo que a história de Fils-Aimé tenha um pouco de “ego”, vale notar que o profissionalismo dele sempre foi inquestionável e muitos outros corroboram que ele era “implacável” nos negócios. Ou seja, a trama pode parecer inacreditável, mas é crível e ele não contaria algo inventado por 15 segundos de fama.
A Amazon não se pronunciou sobre o ocorrido, e dificilmente o fará. O nome do executivo não foi mencionado, ninguém apontou que a proposta tenha sido de Jeff Bezos ou partido de uma ordem sua, o que deixa tudo em “panos quentes” para evitar acusações e dilemas desnecessários.
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