Fábrica da Samsung pode parar devido a crise no Estreito de Ormuz; entenda

A crise no Estreito de Ormuz começou a levantar preocupações sobre o fornecimento de insumos para a produção de semicondutores, em especial do gás hélio, obtido através do gás natural. Segundo fontes da Reuters, a guerra dos EUA e Israel com o Irã está afetando a o transporte gás natural para a Coreia do Sul, o que pode parar completamente a produção de chips em fábricas da Samsung nos próximos quatro meses por falta de hélio.

O hélio teve o preço elevado após ataques iranianos no Catar interromperem as operações locais. O país fornece quase um terço do suprimento global do recurso. Esse cenário aumenta a sensibilidade da cadeia produtiva diante de qualquer interrupção prolongada no Golfo.

O Estreito de Ormuz funciona como uma rota estratégica para o transporte de energia. Eventuais impactos na circulação do gás natural pressionam o mercado de hélio. Por isso, as fabricantes de chips mantêm o estado de alerta para garantir a estabilidade industrial.

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A Samsung e a SK Hynix possuem estoques suficientes para um período entre quatro e seis meses. Segundo autoridades sul-coreanas, o inventário garante a continuidade das operações até o fim do primeiro semestre. Isso afasta o risco imediato de uma paralisação total, mas não descarta completamente essa possibilidade, dada as incertezas sobre um fim do conflito.

Produção de semicondutores pode ser afetada por crise no Oriente Médio (Imagem: Freepik/Nikitabuida)

As empresas já pagam valores adicionais para garantir a vinda de novos carregamentos dos Estados Unidos. No momento, a prioridade é o abastecimento, mesmo com o aumento nos custos operacionais. O mercado americano é a principal alternativa para suprir a demanda global.

Uma eventual paralização da produção de chips na Coreia do Sul teria impacto negativo em praticamente toda a indústria de eletrônicos do mundo, sendo que duas das três maiores fabricantes de semicondutores do planeta estão sediadas no país. Preços de celulares, computadores e memórias para datacenters de IA podem subir ainda mais caso a situação se torne crítica.

Ainda assim, o ministro sul-coreano da Indústria, Kim Jung-kwan, afirmou que faltas são improváveis na primeira metade do ano. O setor também monitora o impacto no fornecimento de bromo e na alta dos preços de energia. Essas variáveis dependem dos desdobramentos do conflito.

Caso a instabilidade se prolongue, os fabricantes podem enfrentar dificuldades para manter o ritmo de produção. A escassez pode surgir assim que os estoques atuais forem consumidos, caso a produção de gás na região não seja normalizada em breve.

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