
A Foxconn, conhecida mundialmente pela fabricação de iPhones, está expandindo sua atuação para o setor automotivo e incluiu o Brasil em sua estratégia global de eletrificação. A companhia pretende aplicar seu modelo de manufatura por contrato, oferecendo infraestrutura e tecnologia para que outras marcas possam lançar veículos elétricos sem precisar investir em fábricas próprias.
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Durante o evento 360° Mobility Mega Show, em Taipei, executivos da empresa destacaram que o Brasil pode se tornar um polo estratégico para exportação de carros elétricos na América Latina. A ideia é aproveitar a experiência já consolidada em Jundiaí, cidade do interior paulista onde a Foxconn mantém operações voltadas à tecnologia, para acelerar a transição ao setor automotivo.
O plano prevê o uso da marca Foxtron, braço automotivo do grupo Hon Hai, como plataforma para desenvolvimento de novos projetos. A estratégia busca reduzir custos e tempo de produção para montadoras que enfrentam desafios na transição energética.
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Jundiaí é cidade escolhida para "polo elétrico" da Foxconn
Com mais de 200 fábricas em 24 países, a Foxconn concentra o desenvolvimento de baterias e semicondutores em Taiwan, mas vê no Brasil uma oportunidade de expansão. A unidade de Jundiaí pode servir como base para produção em escala nacional, além de atender mercados vizinhos.
O sucesso da operação dependerá da adesão de clientes-âncora, ou seja, empresas interessadas em utilizar a plataforma elétrica pronta para personalizar e vender seus próprios veículos. Caso consiga parceiros locais, a Foxconn poderá transformar o Brasil em um centro relevante para a mobilidade elétrica na região e, assim, se tornar mais uma integrante da "invasão chinesa" no país.
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