Golpistas usam sites que imitam plataformas de pedágio free flow e o medo de receber uma multa para induzir motoristas a pagar cobranças falsas. A fraude pode começar em anúncios de buscadores ou redes sociais e termina com o dinheiro transferido para contas controladas pelos criminosos.
O esquema explora dúvidas sobre o pedágio sem cancela. Pórticos identificam os veículos pela placa ou pela tag; sem pagamento automático, é necessário consultar e quitar a tarifa nos canais oficiais.
A Kaspersky informou, em levantamento divulgado em 1º de setembro, ter identificado 480 sites fraudulentos relacionados ao free flow desde o início de 2026.
Como funciona o golpe do free flow
Ao pesquisar como pagar o pedágio, o motorista pode encontrar um anúncio que leva a uma página falsa. O site pede a placa e apresenta uma pendência inventada, com valor semelhante ao de uma tarifa real.
A página pode exibir dados corretos do veículo para dar credibilidade à cobrança. O Pix direciona o dinheiro a uma conta usada pelos criminosos, que também exploram a ameaça de multa para pressionar a vítima.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também alerta para boletos falsos enviados por e-mail ou correspondência. Dados corretos do carro não garantem que a cobrança seja legítima.
Qual é o prazo de pagamento e quando há multa
O prazo ordinário é de 30 dias após a confirmação do processamento da passagem na base nacional de trânsito. O descumprimento pode gerar infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Até 16 de novembro de 2026, porém, vigora um regime excepcional de regularização, com suspensão de novas autuações e penalidades por inadimplência nas passagens abrangidas. A tarifa continua sendo devida.
Nas passagens feitas durante a transição, vale o prazo mais favorável: o fim do período excepcional ou os 30 dias da regra ordinária. A sistemática normal volta em 17 de novembro, quando débitos vencidos poderão gerar autuações.
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Onde consultar e pagar dívidas e multas de free flow
A tarifa é devida pela passagem; a multa é uma penalidade de trânsito. O tipo de cobrança define o canal de consulta e pagamento.
Desde agosto, a CNH do Brasil reúne passagens dos sistemas integrados, com data, concessionária e situação da tarifa. O aplicativo direciona ao canal da empresa responsável, onde o pagamento é realizado.
O que consultar
Canal oficial
Como usar
Tarifa pendente
Concessionária responsável pela rodovia
Use o site, app ou ponto de atendimento indicado pela empresa que administra o trecho.
Passagens de sistemas integrados
CNH do Brasil
Consulte os registros do veículo e siga o direcionamento para o pagamento na concessionária.
Pedágio eletrônico nas rodovias estaduais de São Paulo
Siga Fácil
Acesse sigafacil.sp.gov.br e escolha Pague Aqui para consultar a placa e as opções de pagamento.
Multa aplicada pela ANTT
Portal de multas da ANTT
O portal orienta a consulta e a emissão do boleto conforme o número e a data do auto de infração.
Multa aplicada por outro órgão
Órgão autuador indicado na notificação
Consulte a CNH do Brasil ou o portal oficial do órgão identificado na notificação.
Em São Paulo, o Siga Fácil permite consultar a placa e acessar o pagamento por Pix ou cartão. O endereço oficial é sigafacil.sp.gov.br.
Regularizar a tarifa nas condições da transição permite cancelar a multa correspondente. Se a penalidade já foi paga, é possível pedir revisão e restituição ao órgão autuador. A ANTT publica orientações para os casos sob sua responsabilidade.
Como se proteger de cobranças falsas
1. Abra o canal oficial por conta própria. Evite links de anúncios e de mensagens de remetentes desconhecidos.
2. Confira o endereço do site e a concessionária responsável antes de informar a placa ou outros dados.
3. Valide a passagem, a data e o valor no sistema oficial. Páginas falsas também exibem dados corretos do veículo.
4. Desconfie da pressão para pagar. Confira a cobrança antes de usar boletos, QR Codes ou chaves Pix recebidos por mensagem.
5. Tire dúvidas com a concessionária ou o órgão autuador e guarde os comprovantes dos pagamentos.
O que fazer se já pagou ao golpista
Se pagou por Pix, procure o banco rapidamente, relate o golpe e solicite o Mecanismo Especial de Devolução (MED), orienta o Banco Central. A instituição também recomenda registrar um boletim de ocorrência. Os bancos analisarão o pedido.
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