
A inteligência artificial tem se estabelecido como uma ferramenta relevante para o ganho de eficiência, gerando novos serviços em diversos cenários, incluindo o mercado de Tecnologia da Informação (TI). O Podcast Canaltech dedicou um episódio para debater como a IA está impactando o setor e as mudanças necessárias para os profissionais.
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Em conversa com a repórter Elisa Fontes, Rodrigo Galdi, CEO do grupo Moven, destacou que o principal motor da adoção da IA pelas empresas é a busca por eficiência. O Brasil enfrentava um déficit significativo de profissionais de TI, que há cerca de quatro anos estava em torno de 800 mil. Contudo, a introdução de ferramentas de IA, como copilots e o uso de modelos como o ChatGPT ou Gemini, altera a dinâmica para os recém-chegados.
IA como acelerador de produtividade
Segundo Galdi, a capacidade dessas IAs de gerar código e soluções faz com que o papel do desenvolvedor júnior seja quase eliminado, pois "áreas de negócio, especialistas em requisito ou até mesmo uma pessoa que tenha uma certa organização de comunicar corretamente" conseguem criar soluções.
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Galdi ressalta que, embora esta seja uma "coisa dura" para os novos entrantes, a IA deve ser incorporada como um acelerador de produtividade. Ele mencionou que sua produção pessoal atual é equivalente a ter "cinco pessoas trabalhando comigo, sem precisar ter ninguém".
As habilidades que se destacam no novo cenário são o pensamento lógico, a estruturação de requisitos, e o conhecimento do propósito daquilo que está sendo implementado. Além disso, a capacidade de comunicação, o relacionamento interpessoal e o domínio do idioma inglês se tornam cruciais. O desenvolvedor passa a ter o papel de curador e de construtor da visão da solução, enquanto a IA assume a parte repetitiva da codificação.
Olhando para o futuro, Galdi projeta que carreiras como curadoria e governança ganharão proeminência. A governança é essencial, pois permite que as empresas, ao automatizarem tarefas primordiais, foquem na gestão e na redução de ineficiência, que pode chegar a 56% de retrabalho. Como estratégia de "continuidade de negócios," grandes corporações brasileiras têm criado universidades próprias para formação de talentos, garantindo que os profissionais desenvolvam o DNA e a cultura da empresa.
Ouça o episódio completo do Podcast Canaltech para entender as transformações no mercado de tecnologia e siga o Canaltech nas plataformas de áudio: Spotify. Apple, Amazon e Deezer.
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