A agilidade para executar tarefas é uma das principais promessas envolvendo a IA, mas parte dos profissionais que mais dominam essas ferramentas relata uma rotina mais "pesada". É o que mostra o Panorama do Bem-Estar Corporativo 2027, do Wellhub, revelado nesta quarta-feira (14).
Segundo o levantamento, no Brasil, 37% dos trabalhadores “avançados em IA” afirmam que a utilização da tecnologia aumentou a carga de trabalho, contra 13% entre quem ainda está nos primeiros estágios de adoção da ferramenta.
A diferença ajuda a mostrar que incorporar IA à rotina não significa, necessariamente, trabalhar menos. Além do uso nas próprias atividades, os profissionais mais avançados também participam da adaptação dos colegas.
De acordo com a pesquisa, no recorte brasileiro, oito em cada dez usuários avançados orientam outras pessoas sobre as ferramentas.
Os relatos de esgotamento também diferem entre os participantes do estudo. Entre os profissionais mais avançados no Brasil, 23% dizem apresentar sintomas de burnout diariamente, ante 11% dos iniciantes.
“Nunca tivemos tanta tecnologia para aumentar nossa produtividade, mas isso não significa que as pessoas estejam trabalhando menos ou vivendo melhor”, afirma Ricardo Guerra, líder do Wellhub no Brasil.
Preparo e regras claras sobre IA
A forma como as empresas orientam o uso da tecnologia também aparece no levantamento. No Brasil, quase oito em cada dez entrevistados que trabalham em organizações com uma política clara e bem comunicada sobre IA dizem se sentir resilientes e capazes de se adaptar às mudanças.
Além disso, 75% dos usuários avançados destacam que o acesso a recursos de bem-estar ajuda a desempenhar melhor e a se adaptar a um ambiente de trabalho impulsionado pela tecnologia.
“Nunca tivemos tanta tecnologia para aumentar nossa produtividade, mas isso não significa que as pessoas estejam trabalhando menos ou vivendo melhor”, disse o líder do Wellhub no Brasil, Ricardo Guerra. “As empresas mais competitivas serão aquelas que conseguirem combinar inteligência artificial com bem-estar humano.”
O levantamento foi conduzido entre 12 e 19 de junho de 2026, com mais de 5 mil profissionais em período integral de dez países. Cada país, incluindo o Brasil, teve entre 500 e 505 respostas.
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