Lenovo e Ducati se unem e levam IA para as pistas da MotoGP

Depois de mais de duas décadas longe do calendário esportivo nacional, a MotoGP voltou ao Brasil para acelerar no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. O CT Auto esteve lá para acompanhar de perto não só as motos na pista, mas também a tecnologia por trás da equipe Ducati Lenovo.

Participamos de uma mesa-redonda com Lara Rodini, diretora global de patrocínios da Lenovo  e Nicolò Mancinelli, gerente de desenvolvimento de veículos da Ducati Corse, para entender como dados, computação de alto desempenho e inteligência artificial ajudam a decidir uma corrida em detalhes que o público nem sempre vê.

Ao longo de um fim de semana de GP, cada moto da Ducati gera dezenas de gigabytes de informações, somando cerca de 100 GB de dados por etapa, que são processados praticamente em tempo real pela infraestrutura de computação de alto desempenho da Lenovo.

-
Entre no Canal do WhatsApp do Canaltech e fique por dentro das últimas notícias sobre tecnologia, lançamentos, dicas e tutoriais incríveis.
-

Telemetria, sensores espalhados pela moto, pneus, consumo e até o comportamento do piloto em diferentes trechos da pista entram nesse pacote. Esses dados alimentam modelos de IA que ajudam a ajustar acerto, escolher pneus, revisar estratégia de corrida em minutos e até simular cenários que seriam impossíveis de testar só na pista.

MotoGP voltou ao Brasil após 20 anos repleta de tecnologia e com uso de IA (Imagem: Ivo Meneguel Jr./Canaltech)

IA na MotoGP enxerga onde o olho humano não vê

Na mesa-redonda, também entrou em pauta o uso de sensores virtuais, que usam IA para “prever” leituras em pontos onde não é viável instalar hardware físico, ampliando a visão da equipe sobre o que está acontecendo com a moto. Além disso, um chatbot interno treinado em anos de documentação técnica e relatórios de pista facilita o dia a dia dos engenheiros, que conseguem encontrar informações críticas em segundos em um histórico gigantesco de testes e corridas.

Para quem está na arquibancada, tudo parece “só” disputa roda a roda; nos bastidores, porém, há uma infraestrutura pesada de sensores, sistemas conectados e algoritmos trabalhando o tempo todo para entender o que está acontecendo com a moto e com o piloto em cada setor da pista.

Moto da equipe Lenovo Ducati conta com sensores e uso de IA (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)

É nessa mistura de DNAs entre esporte e tecnologia que a parceria entre Lenovo e Ducati se destaca — e é esse bastidor que o CT Auto foi a Goiânia conferir de perto para mostrar como as soluções de hoje na MotoGP ajudam a moldar a próxima geração de produtos e serviços baseados em dados e inteligência artificial.

* O repórter fotográfico Ivo Meneghel Jr. viajou para Goiânia a convite da Lenovo

Leia a matéria no Canaltech.