
A tão aguardada Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo foi finalmente inaugurada. A nova via conecta o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi com a tecnologia de monotrilho, e promete aliviar o trânsito da Zona Sul da capital paulista ao mesmo tempo em que reduz o tempo de deslocamento para quem precisa passar pelo terminal.
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A linha foi originalmente planejada para funcionar quando o Brasil sediou a Copa do Mundo, em 2014. Com alto investimento e muitos anos de espera, a linha estreia agora com trens alimentados por baterias parecidas com as dos carros elétricos, que rodam por um percurso ramificado.
Abaixo, o CT Auto trouxe algumas curiosidades para você conhecer melhor a “Linha de Congonhas”. Vamos lá?
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1. Trem com bateria
Desenvolvido pela BYD, o novo monotrilho é movido à eletricidade da rede elétrica e é também o primeiro do país equipado com baterias de reserva. “É um sistema híbrido, energia e bateria, como são os nossos carros”, explicou Alexandre Barbosa, director técnico da BYD Skyrail.
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Se faltar energia, sem problemas: o veículo tem autonomia para rodar até 8 km, o suficiente para percorrer toda a extensão da linha e levar os passageiros até a próxima estação com segurança.
2. Percurso “diferentão”
Inspirado nas malhas metroviárias de cidades como Paris, na França, a nova linha se divide em uma bifurcação para os trens alternarem o destino final entre o Aeroporto de Congonhas e a estação Washington Luís.
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Por ora, a ideia é que a parada final, bem como sua frequência, seja alterada de acordo com a demanda de passageiros e horário do dia. Portanto, se for necessário direcionar mais trens para o aeroporto de Congonhas durante determinado dia da semana, é para lá que vão a maior parte deles.
3. Sem trilhos (mesmo!)
Diferentemente do metrô convencional, o monotrilho funciona com pneus de borracha que "abraçam" a viga de concreto — é daí, aliás, que vem o nome “monotrilho”. Esse sistema reduz o ruído e permite curvas mais acentuadas.
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Também é interessante destacar que o monotrilho é operado remotamente: os funcionários ficam concentrados em uma sala de Centro de Operações, como já acontece nas linhas Amarela e Lilás, onde acompanham as operações por meio de uma TV. Caso ocorra uma emergência, há um posto que permite controle manual no primeiro vagão do monotrilho.
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