A LG Display desenvolveu uma nova tecnologia de painéis OLED que pode ajudar a baratear TVs e monitores sem comprometer a qualidade da imagem. A novidade aposta em uma arquitetura mais simples, com menos camadas emissoras de luz, mas promete manter níveis semelhantes de brilho e ampliar a fidelidade das cores.
A proposta representa uma mudança de estratégia para a fabricante, que troca a estratégia de aumentar o número de camadas orgânicas para elevar o desempenho, como aconteceu nas últimas gerações de painéis WOLED.
Em vez disso, a companhia passou a investir em novos materiais e em uma reorganização da estrutura interna. Essa mudança foi realizada com o objetivo de alcançar resultados parecidos com menor complexidade de produção.
Caso a tecnologia chegue à produção em massa, ela poderá ampliar a presença das TVs OLED em faixas de preço mais acessíveis. Hoje, mesmo com avanços recentes na redução de custos, os modelos OLED ainda custam mais do que televisores LCD e mini-LED equivalentes, o que limita sua popularização.
A expectativa é que os novos painéis sejam direcionados principalmente para TVs intermediárias e monitores, segmento em que a LG pretende disputar espaço de forma mais agressiva com os modelos mini-LED.
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Menos camadas, menor custo
Os painéis OLED convencionais da fabricante sul-coreana utilizam três camadas emissoras de luz, enquanto versões mais avançadas adotam até quatro. A nova arquitetura reduz esse número para duas camadas, o que diminui a quantidade de materiais orgânicos empregados e simplifica o processo de fabricação, fatores que tendem a reduzir os custos industriais.
E isso só foi possível graças à evolução dos materiais utilizados no painel. A empresa substituiu a tradicional camada emissora amarela e verde por camadas vermelha e verde independentes, além de adotar um novo material emissor azul, o que melhora a reprodução de cores sem exigir uma estrutura mais complexa.
Essa mudança faz com que a cobertura do espaço de cores BT.2020 suba de 76,5% para 82,5% na comparação com os atuais painéis de três camadas. A nova tecnologia também apresenta brilho semelhante em temperaturas de cor de 6.500 K, além de consumir menos energia por operar com uma tensão mais de 4 V inferior à da arquitetura convencional.
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Estratégia para ampliar o mercado OLED
A redução de custos é vista pela indústria como um dos principais desafios para expandir o mercado de grandes painéis OLED. Embora a LG já tenha lançado neste ano a linha OLED SE, que reduziu em cerca de 20% os custos de fabricação dos modelos de entrada, esses painéis ainda permanecem mais caros do que alternativas baseadas em LCD.
Para especialistas do setor ouvidos pela imprensa sul-coreana, a arquitetura de duas camadas pode ajudar a LG Display a fortalecer sua posição no segmento premium e ampliar sua atuação no mercado de TVs e monitores intermediários.
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