Novo ataque explora gerenciador de senhas do Chrome no Windows

Pesquisadores da empresa de cibersegurança Unit 42 identificaram três novos métodos de ataque capazes de burlar a proteção por passkeys no gerenciador de senhas do Google Chrome para Windows. As técnicas, batizadas de Pass-ta-key, Silver Pass-ta-key e Golden Pass-ta-key, permitem que softwares maliciosos acessem contas protegidas sem exigir a validação de biometria ou PIN do usuário.

A exploração exige que o dispositivo Windows equipado com módulo de plataforma confiável (TPM) esteja previamente infectado por um malware em execução.

A partir do acesso local, o programa malicioso lê os metadados de credenciais sincronizadas do Chrome armazenados na pasta de dados do sistema. A falha não quebra a criptografia das chaves, mas ataca o código do navegador responsável por armazenar e gerenciar a verificação de presença humana no sistema operacional.

No primeiro método, denominado Pass-ta-key, o malware extrai a chave de identidade do dispositivo e solicita ao próprio TPM a assinatura de requisições de acesso.

De acordo com o relatório, a validação de segurança depende de o site de destino verificar o sinal de confirmação do usuário.

O GitHub bloqueou a tentativa por aplicar essa checagem, enquanto o eBay aceitou a autenticação de teste até corrigir a falha após a notificação dos pesquisadores.

passkeys

Roubo de chaves mestre e acesso permanente

A variação Silver Pass-ta-key força o Chrome a recadastrar o dispositivo para registrar uma chave de verificação controlada pelo atacante.

O código público do Chromium confirma a existência do estado de criação adiada de chave, o que abre margem para a substituição antes da validação de hardware seguro.

Caso o serviço em nuvem aceite essa nova chave, os invasores mantêm o acesso à conta mesmo em um ambiente próprio e sem o dispositivo da vítima.

A técnica mais grave, batizada de Golden Pass-ta-key, busca extrair o segredo de domínio de segurança (SDS) de 32 bytes diretamente da memória do processo do Chrome.

Segundo a Unit 42, essa informação funciona como uma chave mestre para descriptografar todas as passkeys sincronizadas do usuário. A obtenção desse dado garante a leitura de credenciais atuais e de futuras chaves geradas na mesma conta.

O Google removeu a exibição desse segredo nos registros do FIDO, mas o dado ainda transita pela memória do navegador durante a sincronização.

A documentação pública do Google Password Manager permite alterar o PIN ou deletar os dados salvos, mas não descreve um controle específico para revogar ou rotacionar o segredo exposto.

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