
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, está desenvolvendo um agente de inteligência artificial (IA) para auxiliá-lo em suas funções executivas. A ferramenta, ainda em fase de desenvolvimento, tem o objetivo de acelerar a obtenção de informações, permitindo que o executivo receba respostas diretas sem precisar acionar diferentes camadas hierárquicas da empresa. A informação foi revelada em uma reportagem do The Wall Street Journal (WSJ).
O projeto reflete uma diretriz mais ampla da Meta para acelerar o ritmo de trabalho e eliminar níveis da estrutura organizacional. O objetivo é manter a competitividade diante de startups focadas nativamente em IA.
Zuckerberg planeja que, no futuro, todas as pessoas dentro e fora da companhia tenham seus próprios agentes pessoais.
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O uso de ferramentas de IA cresceu rapidamente entre os funcionários da Meta e passou a ser um critério nas avaliações de desempenho. A empresa registra o uso de agentes internos como o "My Claw", que possui acesso a históricos de bate-papo e arquivos de trabalho, podendo se comunicar com colegas ou com os agentes de outros funcionários.
Outra ferramenta em destaque é o "Second Brain", construído sobre o modelo Claude. Este sistema indexa e consulta documentos de projetos, sendo descrito por seu criador como um "chefe de gabinete de IA".
Reestruturação e aquisições
A Meta realizou movimentações recentes no mercado para sustentar essa infraestrutura. A companhia adquiriu a Moltbook, uma rede social voltada para agentes de IA, e a Manus, startup de Singapura especializada em agentes pessoais capazes de executar tarefas.
A estrutura interna da Meta também passou por mudanças. A empresa criou uma nova organização de engenharia de IA aplicada para acelerar o desenvolvimento de modelos de linguagem de grande porte. Essa divisão opera com uma hierarquia achatada, com até 50 colaboradores individuais respondendo a um único gerente.
A transição rápida para um ambiente focado em IA tem gerado preocupações internas. De acordo com o WSJ, o foco intenso nessas ferramentas alimenta o receio de demissões entre os funcionários. Atualmente, a Meta conta com 78.865 colaboradores, um número que voltou a crescer após os cortes realizados em 2022 e 2023.
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