
O domínio do Steam na distribuição de jogos digitais para PC é algo inquestionável, e muitos até consideram monopólio, apesar de não ser na teoria. A GOG, vendida pela CDPR recentemente para um de seus criadores, é uma das rivais e Michał Kiciński, o novo dono solo da plataforma, promete brigar contra a Valve em diferentes frentes, principalmente mantendo tolerância zero contra jogos com DRM.
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Em conversa com o Games Industry, Michał Kiciński, novo dono e um dos criadores da GOG, reforça o compromisso em relação a esse aspecto que aborrece tanto os PC gamers. A plataforma é conhecida por oferecer jogos livres de DRM desde sua fundação em 2008, que começou focada em jogos antigos, mas acabou abraçando títulos modernos com o tempo.
"Esse é um valor fundamental da GOG, e não há sinais de que possa desaparecer num futuro próximo. Não se trata apenas de um valor ético, mas também muito pragmático. Ajuda as pessoas a desfrutar dos jogos, independentemente do que aconteça com o software fornecido pela plataforma ou da conexão à Internet que tenham", disse Kiciński.
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Ele reforça dizendo que não vê "o DRM como uma solução para a pirataria, porque os jogos são pirateados de qualquer maneira, quase desde o primeiro dia", e a motivação para o uso do recurso por praticamente qualquer estúdio é essa, proteger seus jogos contra a pirataria. Bom, a história já nos mostrou que isso não é bem o que acontece.
DRM já é conhecido por atrapalhar o desempenho dos jogos, causando perda de FPS por diferentes motivos independentemente do hardware usado. Kiciński acredita que, "quanto menos software de terceiros houver em torno do jogo, melhor para sua longevidade".
O novo dono da GOG fala também que está pronto para brigar contra o Steam e tomar o mercado que ele domina, que é cerca de 80%, segundo o próprio executivo, ao trazer diferentes novidades e facilitar a vida do usuário. Isso, segundo ele, acontecerá mantendo o mesmo formato e ideais que fizeram o que a plataforma é hoje.
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