A Nissan anunciou a expansão global da nova geração do Kicks, que vai começar a ser produzido no Reino Unido para abastecer o mercado da Europa. O modelo desembarca no continente equipado com a terceira geração da tecnologia híbrida e-Power, e pode inclusive substituir gradualmente o polêmico crossover Juke.
O movimento vem na esteira da reorganização promovida pela fabricante japonesa após a crise de 2024, que rendeu problemas financeiros e operacionais para a marca. A ideia agora é dedicar 170 milhões de libras à planta de Sunderland para produzir o utilitário compacto, que já emplacou 1,8 milhão de unidades globalmente desde a estreia.
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Já se sabe que a versão europeia trará um motor elétrico para tracionar o veículo, alimentado por um bloco a gasolina de 1,4 litro que atua apenas como gerador de energia. Quem quiser mais performance pode optar pela tração integral e-4ORCE com um segundo propulsor elétrico. E no Brasil?
Novo Nissan Kicks no mercado brasileiro
Enquanto a Europa se prepara para a eletrificação do utilitário, o novo Nissan Kicks comercializado no Brasil aposta no motor 1.0 turboflex de 125 cv e 22,4 kgfm de torque, derivado da parceria com a Renault e associado ao câmbio automatizado de dupla embreagem. O conjunto substitui a antiga mecânica 1.6 aspirada com câmbio CVT.
Por um lado, o compacto ficou maior e mais refinado; por outro, o modelo encareceu e registrou um desempenho tímido nas concessionárias brasileiras, somando apenas 22.473 emplacamentos entre janeiro e agosto de 2026. O volume deixa o SUV da marca japonesa consideravelmente atrás de rivais consolidados no segmento, como o Volkswagen T-Cross e o Hyundai Creta.
Neste contexto, a versão híbrida poderia muito bem atuar como um bom incentivo para as vendas do SUV — até porque o mercado brasileiro já conta com rivais eletrificados na faixa dos R$ 150 mil a R$ 200 mil.
Sabia que o Nissan Kicks apareceu no Japão com o item dos sonhos do consumidor brasileiro?
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