Novos Ryzen Zen 6 podem dar mais dores de cabeça para a Intel; saiba como

A disputa no mercado de processadores para PCs e notebooks promete esquentar em breve. Embora a AMD tenha revelado oficialmente a arquitetura Zen 6 inicialmente voltada para a linha de servidores Epyc (codinome Venice-X), o histórico do Time Vermelho deixa claro que o design de chiplets e núcleos desenvolvido para os data centers é a base do que chega aos processadores de consumo. Com mais núcleos, frequências elevadas e melhorias dramáticas de consumo energético, a próxima geração Ryzen promete dar ainda mais dor de cabeça à Intel.

Tradicionalmente, a arquitetura de chiplets da AMD permite que os avanços vistos em servidores alimentem diretamente a linha Ryzen (esperada sob o codinome Olympic Ridge). Considerando rumores e informações oficiais sobre a microarquitetura Zen 6, os novos processadores da AMD devem trazer 50% mais núcleos e capacidade de cache, além de uma nova abordagem para eficiência em notebooks.

1. Mais desempenho multithread

Desde a chegada da arquitetura Zen 3 até a Zen 5, a AMD manteve o limite de 8 núcleos por complexo de processamento (CCD). No entanto, com a chegada da Zen 6, a empresa expandiu essa densidade para 12 núcleos por CCD. Essa mudança estrutural deve impactar os Ryzen, permitindo que os modelos topo de linha da nova geração alcancem até 24 núcleos e 48 threads em um único encapsulamento.

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Essa evolução representa um avanço expressivo de desempenho multithread pesado para criadores e profissionais sem a necessidade de recorrer a arquiteturas híbridas desiguais, como é o caso da Intel com menos núcleos de performance e mais eficientes. Além disso, a manutenção da tecnologia de multithreading simultâneo garante que a AMD mantenha uma vantagem clara na contagem total de threads. Enquanto gerações recentes da Intel optaram por remover o Hyper-Threading de certas linhas, os novos chips Zen 6 continuarão processando duas threads por núcleo, entregando até 48 threads simultâneas em um modelo high-end.

2. Frequências inéditas para um Ryzen

O refinamento no processo de fabricação e na arquitetura das CPUs Zen 6 deve entregar frequências de fábrica mais altas do que as vistas atualmente. Com base na diferença entre as gerações de CPUs EPYC, a expectativa é que os modelos topo de linha para PCs de mesa ultrapassem a barreira dos 6 GHz de clock sem a necessidade de overclock manual por parte do usuário.

Indo além das estimativas mais conservadoras, rumores sugerem que certas variantes ou picos de demanda em núcleos individuais podem se aproximar ou até ultrapassar a marca dos 7 GHz em condições ideais de dissipação térmica. Alcançar e sustentar essas frequências altíssimas é vital para atender a aplicações e jogos que ainda dependem fortemente do desempenho de um único núcleo.

3. Mais cache para os PC gamers

A estrutura de memória interna dos processadores Zen 6 passou por uma expansão importante em relação aos modelos anteriores. O cache L3 nativo por CCD aumentou de 32 MB para 48 MB, o que garante um total de 96 MB de cache L3 compartilhado em processadores construídos com dois chiplets de processamento.

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O grande diferencial para o público gamer fica por conta das famosas variantes equipadas com a tecnologia 3D V-Cache. A capacidade do cache empilhado deve passar de 64 MB para 96 MB por die. Ao somar o cache L3 padrão com essa nova camada 3D, um futuro processador Ryzen X3D baseado em Zen 6 poderá ultrapassar 144 MB de cache L3 total. Essa é a mesma quantidade de um Ryzen 9 9950X3D, mas pode equipar um modelo de nível menor, considerando um reajuste na quantidade de núcleos em todos os segmentos.

4. Mais eficiência para notebooks

Além dos núcleos tradicionais de alta performance e dos núcleos densos (Zen 6C), a AMD ainda deve trazer uma terceira variante denominada Zen 6 LP (Low-Power), segundo rumores. Esse novo núcleo funciona como uma "colagem" de pontos fortes retirados de várias gerações da empresa, combinando as instruções da arquitetura Zen 6 com outras características de outras gerações passadas.

O principal objetivo dessa nova estrutura é permitir que o processador opere em consumo extremamente reduzido em tarefas de segundo plano e hibernação. Ao isolar os processos secundários do sistema nesses núcleos eficientes, a autonomia de bateria em notebooks (e consoles portáteis) pode dar um salto drástico, equiparando ou até superando a eficiência em modo de espera de chips com arquitetura ARM e superando os núcleos de baixíssimo consumo da concorrência.

5. AM5: à prova do futuro

Um dos maiores argumentos de vendas e fidelização da AMD nos últimos anos continua sendo a longevidade e o suporte estendido às suas plataformas de placa-mãe. Assim como fez com o histórico socket AM4, o Time Vermelho está projetando os novos Ryzen Zen 6 para serem totalmente compatíveis com o ecossistema do soquete AM5.

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Essa estratégia permite que donos de placas-mãe das séries 600 ou 800 façam um upgrade, trocando apenas o processador sem a necessidade de comprar novas memórias ou uma nova placa-mãe. Isso é algo que vai na contramão da rival Intel, que costuma trocar de soquete a cada uma ou duas gerações de CPUs, embora a mentalidade pareça estar mudando agora.

Os processadores EPYC baseados em Zen 6 acabaram de chegar ao mercado, mas nada sobre os novos Ryzen foi mencionado pela AMD até agora. Enquanto isso não acontece, a empresa liderada por Lisa Su já até revelou o que esperar das arquiteturas Zen 7 e Zen 8.

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