
As grandes fabricantes de placas de vídeo e processadores costumam revelar como o segmento de consumo, que tem a ver com os produtos que você e eu podemos comprar, foi em vendas em um determinado período no relatório fiscal. A NVIDIA está mudando isso, integrando o segmento de gaming a um grupo geral, eliminando os dados de vendas específicos das GeForce.
O primeiro trimestre do ano fiscal de 2027 terminou e a NVIDIA revelou um lucro de US$ 81,6 bilhões, valor recorde em toda a história da empresa de Jensen Huang. Tudo isso, claro, impulsionado pelos chips para IA. Desse montante, US$ 74,5 bilhões veio do que eles chamam de "computação e rede", ou seja, data centers com foco em IA e armazenamento em nuvem. O resto fica com "gráficos", que seria as placas de vídeo de games e profissionais.
Divisão de gaming se perdeu em grupo geral
A partir desse relatório, a NVIDIA chama o primeiro grupo de Data Center e o segundo de Edge Computing (computação de ponta). No primeiro, existirá ainda dois subsegmentos: Hyperscale, onde se encaixam provedores de serviço em nuvem como AWS, Google, Microsoft, entre outros; e ACIE, sigla para "IA em nuvem, Industrial e Empresarial (em inglês), cobrindo diferentes níveis de IA e super computação.
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Já Edge Computing abraçará PCs, workstations, robótica, automotivo, gaming (incluindo consoles) e infraestrutura de telecomunicação. Isso significa que, as GPUs GeForce RTX, seja mobile ou desktop, que tinham sua própria categoria, estará junto nesse "bolo" de segmentos diferentes, deixando de revelar se as vendas isoladas estão indo bem ou não.
Isso é um tanto preocupante. A essa altura, não é segredo que a NVIDIA está focando todos os seus esforços amplamente em chips para IA, já que ela é a líder do mercado e foi esse segmento que a colocou no topo como a empresa mais valiosa do mundo, porque quase tudo hoje funciona à base de inteligência artificial.
Com isso, existe a possibilidade de haver cada vez menos interesse no desenvolvimento e produção de GPUs para games com o tempo. O próprio Jensen Huang já disse que qualquer PC com uma de suas placas, é um AI PC em potencial. Ou seja, a empresa já olha para as GeForce como produtos para IA também, de alguma forma.
Será que o possível cancelamento as GeForce RTX 50 SUPER foi por escassez de memória mesmo? Ou houve um desinteresse nessa categoria?
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