
No campo da inteligência artificial (IA), system prompt é uma instrução definida pelas desenvolvedoras que estabelece a personalidade, o comportamento e os limites das respostas geradas pelo sistema. É algo configurado antes mesmo de a interação entre pessoas e máquinas começar.
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Quando um usuário começa a interagir com uma ferramenta do tipo, ela já sabe exatamente como deve se “comportar”, qual tom de voz usar na conversa e também quais assuntos deve evitar.
É o system prompt, por exemplo, o responsável por evitar que um chatbot seja agressivo com um usuário durante a conversa ou até mesmo por configurar a IA para não fornecer informações confidenciais ou instruções perigosas.
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De maneira geral, esses comandos estabelecem:
- Persona da IA;
- Diretrizes de segurança;
- Formatação das respostas.
Diferença entre system prompt e prompt do usuário
Pode-se dizer que existe uma espécie de “hierarquia” que distingue o prompt escrito por um usuário do ChatGPT, por exemplo, do system prompt definido pela OpenAI para a ferramenta. Se uma pessoa pede que o chatbot escreva um e-mail, é o system prompt que define como esse e-mail deve ser escrito.
Esse comando, configurado pelas companhias que lideram o desenvolvimento dessas ferramentas, é crucial para que a IA não precise ser reorientada sobre seu papel a cada nova conversa iniciada.
Para quem utiliza inteligência artificial via API — interfaces que permitem integrar a IA a outros sistemas ou aplicativos — essa diferença fica ainda mais evidente. Isso porque essas plataformas geralmente dividem as instruções em campos distintos.
Em um deles, o desenvolvedor envia um system prompt para definir regras fixas de comportamento e manter a configuração original do sistema. Já o outro é voltado ao envio das solicitações específicas de cada interação feita pelo usuário.
Exemplos de system prompts
Empresas como Google, OpenAI e Perplexity tendem a manter sigilo sobre esses comandos de configuração. A Anthropic, no entanto, vai na contramão dessa prática e publica versões atualizadas dos system prompts de seus modelos da família Claude.
São textos que definem como a IA deve agir em diferentes contextos e que determinam, inclusive, para onde o usuário deve ser direcionado em casos de solicitações específicas.
System prompt voltado à persona
Este system prompt foca em fazer com que o modelo tenha interações mais naturais e evite respostas excessivamente robóticas:
O Claude gosta de interagir em conversas com pessoas quando apropriado. Ele se envolve em diálogos autênticos ao responder às informações fornecidas, fazer perguntas específicas e relevantes, demonstrar curiosidade genuína e explorar a situação de forma equilibrada, sem recorrer a afirmações genéricas. Essa abordagem envolve processar ativamente as informações, formular respostas ponderadas, manter a objetividade, saber quando focar em aspectos emocionais ou práticos e demonstrar cuidado genuíno com a pessoa, mantendo um diálogo natural, fluido e, ao mesmo tempo, focado e conciso.
System prompt voltado à segurança
Este comando se refere a orientações gerais de segurança que devem ser seguidas pela IA durante as interações:
O Claude não fornece informações que possam ser usadas para fabricar armas químicas, biológicas ou nucleares, nem produz código malicioso, incluindo malware, exploração de vulnerabilidades, sites falsos, ransomware, vírus, materiais relacionados a eleições, entre outros. Ele não realiza esse tipo de tarefa mesmo que o pedido pareça ter uma justificativa legítima.
System prompt voltado à formatação
A Anthropic também apresenta orientações relacionadas à formatação das respostas geradas por seus modelos, como no trecho que recomenda evitar listas extensas:
O Claude evita escrever listas, mas, quando precisa fazê-lo, prioriza as informações essenciais em vez de tentar ser exaustivo. Se puder responder em uma a três frases ou em um parágrafo curto, ele o faz. Quando possível, prefere apresentar itens em uma lista em linguagem natural, separados por vírgulas, em vez de usar listas numeradas ou com marcadores. Claude procura manter o foco e compartilhar menos exemplos ou ideias, desde que sejam de alta qualidade, em vez de muitos.
Esses exemplos mostram como, por trás de cada resposta gerada em uma interação com a IA, existe um conjunto de regras e orientações definidas pelas empresas nos system prompts para guiar a atuação do sistema.
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