Óculos inteligentes são confiscados em tribunal após "trapaça" de testemunha

Uma audiência judicial realizada em janeiro de 2026 terminou com a apreensão de um par de óculos inteligentes. O autor do processo, Laimonas Jakstys, utilizou o acessório para obter respostas externas durante o seu depoimento. O caso levanta novos debates sobre a privacidade e a segurança destes dispositivos.

O esquema veio à tona após um intérprete e um advogado notarem interferências sonoras no tribunal. O juiz solicitou a retirada do item para que o interrogatório seguisse. Contudo, uma voz vinda do smartphone de Jakstys revelou que alguém o instruía de forma remota através dos alto-falantes integrados nos óculos.

O acusado negou a irregularidade e afirmou que a voz pertencia ao ChatGPT ou a um motorista de táxi. O magistrado, no entanto, rejeitou todas as provas apresentadas pelo homem. Segundo o relatório, o autor demonstrou hesitação excessiva para responder às perguntas assim que ficou sem o auxílio tecnológico.

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Óculos inteligentes contam com microfones, speakers e até câmeras (Imagem: Gabriel Furlan Batista/Canaltech)

O tribunal não divulgou o modelo exato do aparelho confiscado. Pelas características descritas, é possível que o dispositivo seja um Ray-Ban Meta, que possui conexão via Bluetooth e saída de áudio interna, ou um modelo parecido.

O setor de óculos inteligentes projeta um crescimento recorde para 2026, apesar dos escândalos recentes. Gigantes como Meta e EssilorLuxottica dobraram a capacidade de fabricação para suprir a alta demanda global. Além disso, Google e Samsung preparam o lançamento de modelos próprios para os próximos meses.

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