Plataforma global reúne dados sobre vulnerabilidades de cibersegurança

Uma nova iniciativa europeia, criada para servir como alternativa ao programa americano Common Vulnerabilities and Exposures (CVE), pretende reunir um banco de dados de cibersegurança para estudo e medidas de contenção.

Bem-recebido por especialistas da área, a plataforma é uma iniciativa de código-aberto chamada Global Cybersecurity Vulnerability Enumeration (GCVE). O programa conta com informações de mais de 25 fontes públicas acerca do tema, além do apoio da organização independente GCVE Numbering Authorities (GNAs).

Em comunicado, o GCVE afirmou que o principal objetivo da iniciativa é “reduzir os pontos de falha e fomentar a inovação na gestão de vulnerabilidades” em cibersegurança. Além disso, o programa quer unificar essas informações, permitindo que profissionais e pesquisadores ao redor do mundo possam analisar dados com mais facilidade.

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Alternativa além dos EUA

A ideia de criar um ecossistema descentralizado voltado para questões globais de cibersegurança chega em meio a uma preocupação dos especialistas em relação à posição dos EUA diante do setor.

Iniciativa europeia de cibersegurança é alternativa a programa estadunidense em crise (Imagem: ANIGMA/Pixabay).

Isso porque o CVE é um modelo centralizado que passou por um momento de aperto em 2025 depois que o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) do governo de Donald Trump cancelou mais de US$ 28 milhões de contratos com a MITRE, a organização sem fins lucrativos que administra o programa.

Embora a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA) tenha feito uma intervenção, renovando o contrato da iniciativa americana por mais 11 meses, essa crise gerou uma preocupação generalizada na comunidade internacional de cibersegurança, levando muitos pesquisadores a buscar outras alternativas.

Comentando a novidade, William Wright, CEO da Closed Door Security, explica que, caso o programa americano seja encerrado no futuro, o GCVE “fornecerá uma alternativa na qual pesquisadores e profissionais de segurança cibernética poderão confiar imediatamente”. Ele ainda afirma que a medida pode ajudar a criar um “processo de documentação mais rápido e robusto” em meio a ameaças críticas.

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