O Poco X8 oferece uma experiência confortável para quem passa horas no celular, sem exigir recargas recorrentes. Contudo, o conjunto não é equilibrado em todas as áreas: o processador é intermediário, a câmera perde qualidade em ambientes escuros e a gravação de vídeo é limitada.
Esse é um aparelho que faz mais sentido para quem prioriza bateria, consumo de conteúdo e uso cotidiano do que para quem procura desempenho de ponta ou versatilidade fotográfica. O Poco X8 é interessante justamente porque sabe onde investir, mas suas limitações precisam ser consideradas antes da compra.
Prós e contras
Prós
Contras
Tela AMOLED de 120 Hz, resolução 1,5K
Desempenho limitado em tarefas pesadas
Bateria de grande capacidade
Câmera fraca em ambientes escuros
Carregamento de 67 W
Vídeos limitados a 1080p a 30 fps
Proteção contra água e poeira
Corpo grande e relativamente pesado
Bom desempenho nas tarefas cotidianas
Muitos aplicativos pré-instalados
Política de atualizações prolongada
Wi-Fi 5 e USB 2.0 limitam a conectividade
Notas do Poco X8
Categoria
Nota
Tela
5
Bateria
5
Desempenho
3
Câmeras
3
Design
5
Nota geral
4.2
Para quem o Poco X8 é indicado?
O Poco X8 é indicado para quem quer um celular para passar o dia nas redes sociais, assistir a vídeos, navegar na internet, usar aplicativos de trabalho e jogar casualmente, sem ficar procurando uma tomada. A combinação de tela grande, taxa de atualização de 120 Hz e bateria generosa atende especialmente bem a esse perfil.
Também pode ser uma boa opção para quem trabalha ou viaja bastante e valoriza a resistência do aparelho. As certificações de proteção IP68 e IP69K contra água e poeira são um diferencial relevante nessa faixa de mercado. Isso não significa que o celular seja indestrutível, mas amplia a tranquilidade no uso cotidiano.
Por outro lado, não é a melhor escolha para quem quer jogar títulos pesados com gráficos elevados, fotografar à noite ou produzir vídeos para redes sociais com qualidade mais avançada. Nesses casos, vale comparar modelos que priorizem processador e câmeras.
Quanto vale a pena pagar pelo Poco X8?
A Xiaomi ainda não divulgou os preços oficiais do Poco X8 no mercado brasileiro, mas os valores praticados no varejo (via importação) variam de R$ 2.100 e R$ 2.600. Por isso, vamos usar esses números como referência.
Por até R$ 2.100, pode-se dizer que é um preço justo pelo conjunto. Contudo, é bem improvável que a Xiaomi lance o Poco X8 por esse valor no Brasil; em uma hipótese realista, o celular vai chegar por R$ 3.500 ou até ultrapassar a casa dos R$ 4.000.
O modelo claramente não compete com celulares premium, então não faz sentido pagar um preço alto por ele. Por pouco mais de R$ 2.000, o valor pago será muito mais condizente com a experiência que o aparelho entrega.
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Design e construção: resistente, mas grande
O Poco X8 adota um visual industrial, com traseira dividida em texturas e elementos que dão personalidade ao aparelho. As cores disponíveis incluem branco, preto e laranja. Apesar do acabamento ser predominantemente plástico, o celular é bem estiloso (especialmente a versão laranja).
O tamanho não passa despercebido. São cerca de 223 gramas e 8,6 mm de espessura, com uma tela de 6,83 polegadas. As laterais curvas ajudam na pegada, mas o uso com uma mão pode ser desconfortável para quem tem mãos pequenas.
A resistência à água e à poeira é outro ponto positivo. As certificações IP68 e IP69K garantem resistência adicional, mas isso não deve ser interpretado como autorização irrestrita para mergulhar com o aparelho. A resistência depende das condições previstas para cada certificação e pode diminuir com o desgaste.
Tela AMOLED de 120 Hz é o grande destaque
A tela é uma das melhores características do Poco X8. O painel AMOLED de 6,83 polegadas tem resolução 1,5K, taxa de atualização de 120 Hz e cores vibrantes com contraste elevado. A combinação favorece filmes, séries, redes sociais e leitura, além de deixar animações e rolagens mais suaves do que em telas convencionais de 60 Hz.
O brilho também permite usar o celular ao ar livre com boa visibilidade. Foi possível consultar a tela sob luz solar sem precisar protegê-la com as mãos, mas há uma ressalva para pessoas sensíveis à cintilação da tela.
A cintilação pode provocar cansaço visual ou dor de cabeça em alguns usuários durante sessões prolongadas. A sensibilidade varia de pessoa para pessoa, mas é um aspecto que merece atenção se você costuma sentir desconforto com telas OLED.
Desempenho: bom para o dia a dia, limitado para jogos pesados
O Snapdragon 6s Gen 4 é suficiente para navegar, conversar, assistir a vídeos e alternar entre aplicativos comuns. A experiência cotidiana é bem fluida e o aparelho consegue executar jogos simples, embora apresente quedas de quadros em situações mais exigentes.
No geral, o desempenho é modesto, com pequenas travadas em tarefas mais pesadas e resultados que não representam um avanço claro sobre o antecessor. Na prática, o Poco X8 não deve ser comprado como um celular gamer.
Jogos competitivos podem funcionar de maneira aceitável com ajustes gráficos, mas quem quer taxas de quadros estáveis e qualidade visual elevada deve procurar um modelo com processador mais potente.
A vantagem é que o aparelho não precisa de potência de topo para cumprir sua proposta principal. Para tarefas cotidianas, a combinação de tela fluida, bateria grande e desempenho suficiente pode ser mais relevante do que números elevados em benchmarks.
Celular
CPU
GPU
Memória
Interface
Pontuação total
Oppo Reno 16 F
346.572
97.258
210.740
287.462
942.032
Poco X8
334.891
80.352
303.347
229.184
947.774
Jovi T1
335.734
124.725
216.198
278.947
955.604
Câmeras: boas durante o dia, fracas à noite
A câmera principal de 50 MP com estabilização óptica é capaz de produzir fotos satisfatórias quando há boa iluminação. As cores são agradáveis, com detalhes suficientes para compartilhar imagens nas redes sociais e resultados razoáveis em retratos.
À noite, porém, a qualidade cai. Podemos observar ruído, perda de detalhes, cores menos consistentes e dificuldade para equilibrar áreas claras e escuras. A estabilização óptica ajuda a reduzir tremores, mas não transforma o sensor em uma solução avançada para fotografia noturna.
Outro corte importante é a ausência de uma câmera ultra-angular. O sensor secundário de 2 MP serve para captar informações de profundidade, não para fotografar cenas amplas. Isso reduz a versatilidade do conjunto, especialmente em paisagens, arquitetura e fotos de grupos em espaços apertados.
A câmera frontal de 16 MP é suficiente para selfies, mas os resultados variam conforme a iluminação. Por vezes, é comum observar uma tonalidade avermelhada em alguns rostos, além de alterações de cor sob luz artificial.
Bateria e carregamento: o melhor motivo para comprar
A bateria é o maior trunfo do Poco X8, trazendo 8.340 mAh e uma autonomia acima da média. Em nosso teste padronizado com quatro horas de reprodução de vídeo em alta definição e brilho máximo, o celular gastou apenas 15% de bateria.
Seguindo a lógica, ele levaria cerca de 26 horas para zerar a carga em reprodução contínua. Já em uso normal, a bateria facilmente aguenta dois dias longe da tomada.
O carregamento de 67 W ajuda a reduzir o tempo na tomada. O celular vai de zero a 100% em pouco mais de uma hora, resultado que torna a bateria grande menos inconveniente quando chega a hora de abastecê-la. O aparelho também oferece carregamento reverso com fio, permitindo fornecer energia a outros dispositivos compatíveis.
Para quem usa o celular intensamente e não quer carregar uma bateria externa, essa autonomia pode ser decisiva. É também a característica que mais diferencia o Poco X8 de aparelhos que oferecem desempenho ou câmeras melhores, mas exigem recargas mais frequentes.
Celular
Autonomia estimada
Redmi Note 17 Pro Max
28 horas
Poco X8
26 horas
Jovi T1
23 horas
HyperOS: recursos úteis, mas aplicativos demais
O Poco X8 chega com Android 16 e HyperOS 3. A interface oferece personalização de temas, telas de bloqueio e outros elementos visuais, além de recursos para acompanhar atividades e conteúdos sem precisar abrir alguns aplicativos.
O ponto negativo é a quantidade de aplicativos e jogos pré-instalados, exigindo algum tempo para remover o que não interessa e ajustar notificações. A experiência fica mais limpa depois dessa configuração inicial, mas seria melhor se o aparelho viesse menos carregado de fábrica.
A política de suporte é de quatro grandes atualizações do Android, além de seis anos de patches de segurança em suas avaliações. Esse é um número baixo, se comparado com a concorrência, mas garante um celular atualizado até 2032.
O Poco X8 vale a pena?
Sim, o Poco X8 vale a pena para quem prioriza autonomia, tela e resistência, desde que o preço seja competitivo. A bateria de grande capacidade e a tela AMOLED de 120 Hz formam um conjunto muito atraente para uso cotidiano, entretenimento e viagens. O carregamento de 67 W completa uma proposta que reduz a preocupação com tomadas.
As concessões são claras: o processador não é voltado a jogos pesados, a câmera perde qualidade em baixa luz e o vídeo limitado a 1080p a 30 fps deixa o aparelho atrás de concorrentes mais versáteis. O excesso de aplicativos pré-instalados e as limitações de conectividade também pesam na experiência.
O veredito é direto: o Poco X8 é um celular intermediário competente para quem quer passar mais tempo longe do carregador, com uma tela de qualidade e construção resistente. Se bateria e tela são suas prioridades, ele merece entrar na lista. Se câmera e desempenho são mais importantes, vale procurar outra opção.
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